Congelamento de óvulos

Até que idade congelar óvulos e o que muda a cada ano

Se você está pensando em adiar a maternidade, a pergunta que decide é quando congelar óvulos, e a resposta muda a cada ano. Este guia da Nidavitae mostra o que muda em cada idade, quando ainda vale a pena e o que fazer para não decidir tarde demais.

Mulher reflete sobre seu planejamento reprodutivo em casa (imagem ilustrativa).
Mulher de cerca de 30 anos consulta o calendário ao planejar o congelamento de óvulos

Resposta rápida

O melhor momento para congelar óvulos é antes dos 35 anos. Até os 37 ainda vale muito; entre 38 e 40, a decisão precisa ser rápida e costuma exigir mais de um ciclo; depois dos 40, o especialista avalia caso a caso. O que define a sua chance no futuro é a idade no dia da coleta, e não a idade em que você vai usar os óvulos.

Até que idade dá para congelar óvulos?

Não existe uma idade máxima em lei para congelar óvulos no Brasil. Na prática, porém, o benefício do congelamento cai a cada ano, e a pergunta certa passa a ser até que idade ainda compensa. Para a maioria das mulheres, a resposta está antes dos 35 anos, quando os óvulos têm a melhor qualidade e o plano costuma ser mais simples e mais barato.

Depois dessa idade, congelar continua possível, mas o plano muda. É preciso coletar mais óvulos para chegar à mesma chance futura de gravidez, o que pode significar dois ou mais ciclos de estimulação. A partir dos 40, o especialista em reprodução humana compara o congelamento com outras opções antes de indicar qualquer coisa.

Se você tem entre 30 e 37 anos e sabe que não pretende engravidar nos próximos anos, este é o momento em que a decisão rende mais. Adiar a conversa com um especialista é o erro mais caro, porque cada ano de espera muda o plano de congelamento.

Por que a idade da coleta é o que decide tudo

A mulher nasce com todos os óvulos que terá na vida. Essa reserva ovariana diminui mês a mês, e a qualidade dos óvulos também cai com o tempo, com mais alterações cromossômicas. Óvulos com alteração têm menos chance de formar um embrião capaz de gerar uma gravidez.

Essa perda acelera por volta dos 35 anos, e por isso a avaliação rende mais antes dessa idade, principalmente para quem já sabe que vai adiar a maternidade por carreira, estudo, ausência de parceiro ou qualquer outro plano pessoal.

O congelamento é uma pausa no relógio. A vitrificação, técnica de congelamento ultrarrápido, preserva o óvulo exatamente como ele estava no dia da coleta. Um óvulo congelado aos 32 anos continua sendo um óvulo de 32 anos quando for usado aos 40.

A sua chance no futuro depende da idade que você tem hoje, no dia da coleta.

+136,7%
Ciclos de congelamento de óvulos no Brasil em cinco anosDe 7.872 ciclos em 2020 para 18.631 em 2025. Fonte: SisEmbrio.
+180,1%
Crescimento entre mulheres com menos de 35 anos no mesmo períodoDe 2.193 para 6.142 ciclos. Cada vez mais mulheres congelam na faixa em que rende mais.

A decisão está sendo tomada mais cedo, e quem congela antes dos 35 entra na faixa que mais cresce, que é também a faixa em que um único ciclo costuma bastar.

O que muda em cada faixa de idade

O plano de congelamento de óvulos muda conforme a idade da mulher na coleta. Os quatro cartões abaixo resumem o que costuma acontecer em cada faixa. Os números exatos dependem dos seus exames, e só o especialista define a meta de óvulos para o seu caso.

  • Até 34 anosMelhor momento

    Os óvulos têm a melhor qualidade. Com menos óvulos guardados, a chance futura já é boa, e muitas vezes um único ciclo de coleta resolve.

  • 35 a 37 anosAinda vale muito

    A qualidade começa a cair. A meta de óvulos sobe, e o especialista pode sugerir um segundo ciclo para chegar à chance que você deseja.

  • 38 a 40 anosDecida logo

    A queda é acentuada. Dois ou mais ciclos são comuns, e congelar embriões ou fazer a FIV direto entram na comparação.

  • Acima de 40 anosCaso a caso

    O especialista avalia se o congelamento ainda compensa ou se a FIV imediata ou a ovodoação oferecem mais chance.

Para ter uma primeira estimativa de quantos óvulos guardar na sua idade, use a calculadora de óvulos da Nidavitae e leve o resultado para a consulta. Ela não substitui a avaliação médica, mas ajuda você a chegar com uma pergunta concreta.

Exemplo ilustrativo. Duas mulheres querem a mesma chance de ter um bebê no futuro. A primeira congela aos 32 anos e costuma alcançar a meta de óvulos em um ciclo. A segunda, com o mesmo objetivo, congela aos 39 e pode precisar de dois ou três ciclos, cada um com estimulação, coleta e custo próprios. A única diferença entre as duas é a data da coleta.

A idade no dia da coleta é o número que mais pesa: um óvulo congelado aos 32 anos continua sendo um óvulo de 32 anos, seja quando for usado. Por isso eu prefiro ver a paciente cedo demais do que tarde demais.

Dra. Mariana Costa Albuquerque, ginecologista e especialista em reprodução humana, CRM-SP 154.322, RQE 61.870, revisora médica da Nidavitae

Vale a pena congelar óvulos depois dos 38?

Pode valer, mas a conta é diferente. Depois dos 38 anos, a mulher costuma precisar de mais óvulos para a mesma chance, e a resposta aos hormônios da estimulação tende a ser menor. Na prática, isso pode significar dois ou três ciclos de coleta e um investimento total maior.

Nessa faixa, o especialista compara três caminhos antes de indicar. O primeiro é congelar óvulos, quando a gravidez ainda não está nos planos imediatos. O segundo é congelar embriões, quando já existe parceiro ou doador definido. O terceiro é fazer a fertilização in vitro direto, quando o desejo de engravidar é para agora.

A decisão depende do exame de hormônio antimülleriano, da contagem de folículos no ultrassom e do prazo que você tem em mente. Quanto antes essa avaliação acontecer, mais opções ficam na mesa.

Tem 38 anos ou mais?Um especialista parceiro da Nidavitae avalia se congelar ainda compensa no seu caso.

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Congelar óvulos ou embriões: qual escolher?

Congelar embriões costuma ter chance um pouco maior por tentativa, porque o laboratório já sabe quais óvulos foram fecundados e se desenvolveram. Em troca, exige o sêmen do parceiro ou de um doador no momento da coleta. Congelar óvulos dá mais autonomia, porque a decisão sobre o pai fica para depois.

Diferenças práticas entre congelar óvulos e congelar embriões
O que você quer saberCongelar óvulosCongelar embriões
Precisa de parceiro ou doadorNãoSim, no momento da coleta
Autonomia para decidir depoisTotalMenor, porque o embrião é do casal
Informação sobre a qualidadeMenor, antes da fecundaçãoMaior, depois do desenvolvimento
Para quem costuma servirQuem vai adiar sem parceiro definidoCasais que querem engravidar depois

O guia congelar óvulos ou embriões aprofunda as diferenças jurídicas, como o destino dos embriões em caso de separação do casal.

O que a maioria dos guias não conta

Quatro pontos que raramente aparecem nos conteúdos sobre congelamento de óvulos e que mudam a decisão na prática.

Nem todo óvulo sobrevive ao descongelamento
Parte dos óvulos vitrificados não resiste ao processo. Por isso a meta de óvulos é sempre maior do que o número de embriões que você espera ter.
A meta se calcula pela chance que você quer
"Vinte óvulos" não significa nada sozinho. O especialista calcula a meta para a chance que você quer, na sua idade, com os seus exames, e o número redondo raramente coincide com ela.
O armazenamento tem custo anual
A taxa da clínica é cobrada todo ano enquanto os óvulos estiverem guardados. Ela precisa entrar no orçamento antes da primeira coleta.
Congelar não é engravidar
Usar os óvulos exige uma fertilização in vitro completa no futuro, com custo e etapas próprias. O congelamento é a primeira metade do caminho.

Com esses quatro pontos em mente, você chega à consulta sabendo que a meta será maior do que imaginava, que a taxa anual entra na conta e que a FIV do futuro é um segundo orçamento.

Os erros que fazem mulheres congelarem tarde demais

Muitas mulheres chegam ao especialista depois dos 38 anos com a sensação de que perderam o melhor momento. Na maior parte das vezes, a demora vem de quatro erros comuns, que você pode evitar a partir de hoje.

  • Achar que a menstruação regular garante a fertilidadeCiclos regulares não mostram a quantidade nem a qualidade dos óvulos. Só os exames mostram.
  • Esperar ter certeza sobre a maternidadeO congelamento serve justamente para quem ainda não sabe. Decidir depois custa mais caro.
  • Adiar o check-up de fertilidadeO exame de AMH e o ultrassom levam poucos dias e mudam o plano inteiro.
  • Decidir pelo preço antes da avaliaçãoO custo muda conforme a sua idade e o número de ciclos. Sem exames, a comparação é enganosa.

Os quatro se resolvem com uma consulta marcada enquanto a decisão ainda é sua. Depois dos 40, ela passa a ser do relógio.

Como é o processo, do check-up à coleta

O congelamento de óvulos acontece em três fases e costuma levar poucas semanas, da primeira consulta à coleta. O Programa Nidavitae de congelamento de óvulos organiza essas fases do começo ao fim.

  1. Check-up de fertilidade

    Exame de hormônio antimülleriano, ultrassom com contagem de folículos e exames gerais mostram a sua reserva ovariana hoje.

    Poucos dias
  2. Estimulação dos ovários

    Injeções de hormônio aplicadas em casa amadurecem vários óvulos ao mesmo tempo, com ultrassons para acompanhar.

    Cerca de 10 a 14 dias
  3. Coleta e vitrificação

    Os óvulos são coletados com sedação, em um procedimento rápido e sem corte, e congelados no mesmo dia.

    Um dia, com alta no mesmo dia

Depois da coleta, os óvulos ficam armazenados em nitrogênio líquido, e a clínica cobra uma taxa anual de armazenamento. Veja o que compõe o custo de congelar óvulos antes de decidir.

Até que idade posso usar os óvulos congelados?

A Resolução CFM 2.320/2022 define 50 anos como idade máxima para a mulher receber tratamento de reprodução assistida, com exceções avaliadas pelo médico. Os óvulos congelados mantêm a qualidade da idade da coleta, mas a gravidez em idade mais avançada traz mais riscos para a mãe, que o especialista avalia antes da transferência.

Na hora de usar, os óvulos são descongelados e fecundados em laboratório, em geral pela ICSI. O guia FIV com óvulos congelados explica como funciona essa etapa e como transferir os óvulos entre clínicas, se você mudar de cidade.

O que fazer agora

Se você chegou até aqui, provavelmente já sabe que o congelamento faz sentido para você, ou pelo menos que precisa de uma resposta. Estes são os três passos que a Nidavitae recomenda, nesta ordem.

  1. Estime a sua meta de óvulos na calculadora de óvulos, com a sua idade de hoje.
  2. Faça o check-up de fertilidade com o exame de AMH e o ultrassom com contagem de folículos.
  3. Converse com um especialista para definir o número de ciclos, o mês de início e o custo total.

A triagem gratuita da Nidavitae faz os passos dois e três andarem juntos: você recebe a indicação de um especialista parceiro para o check-up e o planejamento, com estimativa de custo e parcelamento, em cerca de um minuto.

Descubra se vale congelar na sua idadeTriagem gratuita e indicação de especialista na sua região.

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Camila Ferraz, editora de saúde da Nidavitae

Jornalista especializada em saúde, com passagem por redações de ciência e por hospitais de referência. Coordena a produção dos guias da Nidavitae e a checagem das fontes citadas em cada texto. Este guia foi revisado por Dra. Mariana Costa Albuquerque, ginecologista e especialista em reprodução humana (CRM-SP 154.322, RQE 61.870). Conheça a equipe e o método editorial.

Perguntas frequentes sobre a idade para congelar óvulos

Até que idade posso congelar óvulos?

Não existe uma idade máxima em lei para congelar óvulos no Brasil, mas o benefício cai a cada ano. Até os 34 anos está a melhor faixa. Depois dos 38, a quantidade e a qualidade dos óvulos caem de forma acentuada, e o especialista pode indicar mais de um ciclo. A partir dos 40, a decisão é avaliada caso a caso.

Qual é a melhor idade para congelar óvulos?

A melhor idade para congelar óvulos costuma ser antes dos 35 anos. Nessa faixa, os óvulos têm melhor qualidade e é preciso coletar menos para a mesma chance futura de gravidez, o que muitas vezes resolve em um único ciclo. Congelar antes dos 30 também funciona, mas nem toda mulher sabe se vai precisar.

Vale a pena congelar óvulos depois dos 38 anos?

Pode valer, mas o plano muda. Depois dos 38 anos, costuma ser preciso coletar mais óvulos para a mesma chance, o que pode exigir mais de um ciclo de estimulação. O especialista avalia o exame de AMH e a contagem de folículos antes de indicar. Em alguns casos, congelar embriões ou fazer a FIV direto faz mais sentido.

Congelar óvulos diminui a fertilidade natural?

Não. A estimulação usa óvulos que seriam perdidos naquele mesmo mês, e não óvulos dos meses seguintes. Por isso, o congelamento não antecipa a menopausa nem reduz a chance de engravidar naturalmente depois. O que diminui a fertilidade ao longo dos anos é a passagem do tempo, e a coleta não muda esse ritmo.

Quantos óvulos preciso congelar?

O número depende da sua idade no dia da coleta e da chance de gravidez que você deseja no futuro. Quanto mais nova, menos óvulos são necessários. A calculadora de óvulos da Nidavitae faz uma estimativa por idade, e o especialista define a meta depois dos exames de reserva ovariana.

Por quanto tempo os óvulos ficam congelados?

Os óvulos vitrificados ficam guardados em nitrogênio líquido e mantêm a qualidade da idade em que foram coletados, sem prazo técnico de validade conhecido. O que pesa com o tempo é a taxa anual de armazenamento cobrada pela clínica. Inclua esse valor no planejamento antes de começar.

Até que idade posso usar os óvulos congelados?

A Resolução CFM 2.320/2022 define 50 anos como idade máxima para a mulher receber tratamento de reprodução assistida, com exceções avaliadas pelo médico. Os óvulos mantêm a qualidade da idade da coleta, mas a gravidez em idade mais avançada tem mais riscos para a mãe, que o especialista avalia antes.

Óvulos congelados garantem a gravidez?

Não. O congelamento aumenta as chances futuras, mas não garante a gravidez. Parte dos óvulos pode não sobreviver ao descongelamento, parte pode não ser fecundada e nem todo embrião resulta em gestação. Quanto mais nova na coleta e quanto mais óvulos guardados, maior tende a ser a chance.

Quais exames preciso fazer antes de congelar?

Antes de congelar óvulos, o especialista costuma pedir o exame de hormônio antimülleriano, o ultrassom transvaginal com contagem de folículos antrais e exames gerais de saúde. Os resultados mostram a sua reserva ovariana e ajudam a estimar quantos óvulos coletar e quantos ciclos podem ser necessários.

Como começo o congelamento de óvulos com a Nidavitae?

Comece pela triagem gratuita. Em cerca de um minuto, você informa nome, WhatsApp, idade e cidade, e a Nidavitae indica um especialista parceiro para o check-up de fertilidade e o planejamento do ciclo, com estimativa de custo e parcelamento. Marcar a consulta é opcional, e a triagem não tem custo.

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Quando terminar de ler, a triagem gratuita indica um especialista parceiro para o seu caso, com estimativa de custo e parcelamento.

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