
Taxa de sucesso da FIV por idade e como ler os números
Chance por transferência e acumulada, sem ilusão e sem pessimismo.
Ler as chances da FIV por idadeQuem entra na fertilização in vitro sem conhecer o calendário perde dias de trabalho, marca viagem na semana errada e chega ao beta sem entender o que aconteceu. Este guia da Nidavitae mostra, dia a dia, as seis etapas da FIV, quantas vezes você vai à clínica e o que pesa no custo de cada fase.

Resposta rápida
Um ciclo de fertilização in vitro leva cerca de 45 dias, da primeira injeção ao resultado do beta hCG. São seis etapas: exames e planejamento, estimulação ovariana (10 a 14 dias), coleta dos óvulos (1 dia), fecundação e cultivo em laboratório (5 a 6 dias), transferência do embrião e espera do beta (9 a 12 dias). A mulher vai à clínica entre seis e nove vezes, e a estimulação e o laboratório são as fases que mais pesam no custo.
Um ciclo completo de fertilização in vitro dura em torno de 45 dias quando a transferência é feita a fresco, contando da primeira injeção de hormônio até o exame de beta hCG. Quando os embriões são congelados e transferidos em um ciclo seguinte, o caminho total sobe para dois ou três meses. Antes disso, existe ainda a fase de exames, que não entra na conta dos 45 dias, mas que define todo o resto.
A fertilização in vitro é a técnica em que o óvulo e o espermatozoide se encontram fora do corpo, em laboratório, e o embrião formado é transferido para o útero. No Brasil, foram registrados 62.997 ciclos de FIV em 2025, segundo o SisEmbrio, o sistema de registro dos centros de reprodução assistida. É o tratamento com mais etapas e mais decisões da reprodução assistida, e por isso o calendário importa tanto.
Os 45 dias se dividem em seis etapas. Cada uma tem duração própria, um número previsível de idas à clínica e um peso diferente no custo. A tabela abaixo resume o calendário, e as seções seguintes explicam o que acontece em cada fase, o que você sente e quais decisões aparecem no caminho.
| Etapa | Dias do ciclo | Idas à clínica | O que pesa no custo |
|---|---|---|---|
| Exames e planejamento | Antes do dia 1 (2 a 6 semanas) | 1 a 2 | Consulta e exames de ambos |
| Estimulação ovariana | Dias 1 a 12 | 3 a 4 ultrassons | Medicação hormonal e ultrassons |
| Gatilho e coleta | Dias 12 a 14 | 1 | Centro cirúrgico, anestesia e equipe |
| Laboratório | Dias 14 a 19 | 0 | Fecundação, ICSI e cultivo dos embriões |
| Transferência | Dias 17 a 20 | 1 | Procedimento e congelamento dos embriões restantes |
| Espera do beta | Dias 29 a 32 | 1 | Medicação de suporte e exame de sangue |
Os dias exatos mudam conforme a resposta dos ovários e o protocolo escolhido pelo especialista. O que não muda é a ordem das etapas e a lógica de cada uma, que você vai entender a seguir.
Antes da primeira injeção existe uma fase que muitos guias pulam: a de exames e planejamento. Ela leva de duas a seis semanas e é nela que o especialista define o protocolo, o conjunto de medicações, doses e datas que vai guiar o ciclo inteiro. Um protocolo bem escolhido evita respostas fracas ou exageradas dos ovários, que custam ciclos cancelados.
Para a mulher, os exames principais são o hormônio antimülleriano (AMH), o ultrassom transvaginal com contagem de folículos antrais e a avaliação do útero e das trompas. Para o homem, o espermograma define se a fecundação será por FIV clássica ou por ICSI. Os dois fazem sorologias e exames gerais de saúde, obrigatórios para qualquer procedimento em laboratório de reprodução.
É nessa fase que o custo do ciclo fica claro. A página fertilização in vitro: como funciona e chances explica o que compõe o valor e quais são as formas de pagamento, e a calculadora de custo da FIV ajuda a montar uma primeira estimativa. Chegar à consulta com esses dois passos feitos economiza uma segunda visita.
Se você tem 35 anos ou mais e tenta engravidar há mais de seis meses, essa fase de exames deveria começar agora, porque cada mês de espera muda a reserva ovariana e o plano de estimulação.
A estimulação ovariana começa nos primeiros dias da menstruação e dura de 10 a 14 dias. A mulher aplica em casa, todos os dias, injeções de hormônio na barriga, com agulha curta e fina. O objetivo é fazer vários folículos crescerem ao mesmo tempo, em vez de um só como acontece no ciclo natural. Cada folículo pode conter um óvulo.
Durante essa fase, o especialista acompanha o crescimento dos folículos com três ou quatro ultrassons transvaginais, em geral a cada dois ou três dias, e às vezes com exames de sangue para dosar o estradiol. As doses são ajustadas conforme a resposta. A partir do sexto ou sétimo dia, entra uma segunda medicação que impede a ovulação espontânea, para que nenhum óvulo seja perdido antes da coleta.
O que você sente: incômodo leve na picada, inchaço abdominal crescente nos últimos dias, sensibilidade nas mamas e oscilação de humor. Dor forte, falta de ar ou ganho rápido de peso não são esperados e precisam ser comunicados à equipe no mesmo dia. Quem mora longe da clínica pode combinar os primeiros ultrassons na própria cidade e viajar só para os últimos dias.
Essa é a etapa que mais pesa no custo, junto com o laboratório, porque a medicação hormonal é comprada por ciclo e a dose depende da idade e da reserva ovariana. Em geral, quanto menor a reserva, maior a dose, e é por isso que o valor muda de mulher para mulher e de médico para médico.
Quando os folículos maiores chegam ao tamanho ideal, o especialista marca a injeção de gatilho, que completa o amadurecimento dos óvulos. A coleta acontece cerca de 36 horas depois, e o horário é exato: aplicar o gatilho fora do tempo combinado pode significar óvulos imaturos ou ovulação antes da coleta.
A coleta de óvulos é feita em centro cirúrgico, com sedação aplicada por anestesista. Uma agulha fina, guiada por ultrassom, entra pela vagina e aspira o líquido de cada folículo. Não há corte nem ponto, o procedimento dura de 15 a 30 minutos e a alta é no mesmo dia. Cólica leve e um pequeno sangramento nas horas seguintes são esperados. No mesmo dia, o parceiro colhe o sêmen na clínica, ou o laboratório descongela a amostra guardada antes.
Ainda na sala de coleta, o embriologista conta os óvulos captados. Esse número costuma ser diferente do número de folículos vistos no ultrassom, e é normal. Dos óvulos coletados, só os maduros seguem para a fecundação, e o embriologista informa essa contagem no dia seguinte.
Quer saber quantas idas à clínica caberiam na sua rotina?Um especialista parceiro da Nidavitae monta o calendário do seu ciclo e a estimativa de custo antes da consulta.
Planejar o meu ciclo de FIVNo dia da coleta, os óvulos maduros são fecundados em laboratório. Existem duas formas: na FIV clássica, cada óvulo é colocado em contato com milhares de espermatozoides preparados; na ICSI, o embriologista injeta um único espermatozoide dentro de cada óvulo, com uma microagulha. A ICSI é indicada quando o espermograma mostra alterações, quando houve falha de fecundação em ciclo anterior ou quando o número de óvulos é pequeno. Hoje, é a técnica mais usada nos laboratórios brasileiros.
No dia seguinte, o laboratório informa quantos óvulos foram fecundados. Os embriões ficam então em incubadoras que imitam as condições do corpo, e são avaliados diariamente. Entre o quinto e o sexto dia, os que se desenvolveram bem chegam ao estágio de blastocisto, o embrião com cerca de cem células que tem mais chance de se implantar. Nem todo embrião chega até lá, e essa seleção natural é parte do processo.
Essa é a única fase em que a paciente não vai à clínica, mas é a que mais gera ansiedade. A regra prática é combinar com a equipe em quais dias virão as notícias: dia da fecundação, dia três e dia cinco. Perguntar antes evita ligar todos os dias.
O cultivo até blastocisto, a ICSI e o eventual teste genético dos embriões (PGT-A) são itens de laboratório que entram no orçamento como serviços separados. Pergunte, ainda na fase de planejamento, quais deles estão incluídos no valor do ciclo e quais são cobrados à parte.
A transferência do embrião acontece entre o terceiro e o quinto dia depois da coleta, quando é feita a fresco. O procedimento é simples: com a bexiga cheia e sem anestesia, o especialista passa um cateter fino pelo colo do útero e deposita o embrião, guiado por ultrassom abdominal. Leva poucos minutos, não dói, e a paciente vai embora andando.
Quantos embriões transferir é uma decisão médica com limite legal. A Resolução CFM 2.320/2022 define o máximo por idade da mulher: até 35 anos, dois embriões; de 36 a 39 anos, três; com 40 anos ou mais, quatro. Muitos especialistas, porém, transferem um único blastocisto de boa qualidade para evitar gravidez gemelar, que aumenta os riscos para a mãe e para os bebês. Os embriões restantes são congelados por vitrificação.
Em vários casos, o especialista prefere congelar todos os embriões e transferir em um ciclo seguinte. Isso acontece quando os ovários responderam demais à estimulação, quando o endométrio não está espesso o suficiente ou quando o embrião vai para teste genético. A transferência de embriões congelados acrescenta de três a seis semanas ao calendário, com o endométrio preparado por hormônios em comprimido ou adesivo.
Depois da transferência, começa a medicação de suporte, em geral progesterona por via vaginal ou injetável, que continua até o beta e, se ele for positivo, até por volta da décima semana de gestação.
O beta hCG é feito no sangue entre nove e doze dias depois da transferência, na data marcada pelo especialista. É o único exame que confirma se houve implantação. Testes de farmácia antes disso podem enganar, porque a injeção de gatilho contém o mesmo hormônio que o teste detecta e pode gerar um positivo falso, ou porque o hormônio ainda não subiu o suficiente e o resultado sai negativo cedo demais.
Nesses dias, o corpo dá sinais que parecem de gravidez e que são, na maioria das vezes, efeito da progesterona: sono, cólica, sensibilidade nas mamas, inchaço. O guia sintomas após a transferência de embrião explica o que é esperado e o que precisa de contato com a equipe. Interpretar cada sintoma como sinal positivo ou negativo é a maior fonte de sofrimento dessa etapa.
Se o beta for positivo, um segundo exame dois dias depois confirma a evolução e, por volta da sexta semana, o ultrassom mostra o saco gestacional e o batimento. Se for negativo, a medicação é suspensa, a menstruação desce em poucos dias e o casal marca a consulta de revisão do ciclo. É nessa consulta que o embriologista e o especialista explicam o que os números do laboratório mostraram e o que pode mudar na próxima tentativa.
A chance de o beta ser positivo depende da idade da mulher e da qualidade do embrião, e cai de forma acentuada depois dos 35 anos. O guia taxa de sucesso da FIV por idade mostra como ler esses números sem ilusão e sem pessimismo.
Em um ciclo comum com transferência a fresco, a mulher vai à clínica entre seis e nove vezes: a consulta de planejamento, três ou quatro ultrassons de controle, o dia da coleta, o dia da transferência e a coleta de sangue do beta. O parceiro precisa estar presente na consulta inicial, no dia da coleta do sêmen e, se quiser, na transferência. Quem mora em outra cidade costuma ficar de sete a dez dias perto da clínica, entre o final da estimulação e a transferência.
O custo de um ciclo de FIV se divide em cinco blocos: consultas e exames, medicação hormonal, procedimentos em centro cirúrgico, serviços de laboratório e congelamento com armazenamento dos embriões. O valor de cada bloco muda de médico para médico e conforme a idade e a reserva ovariana da mulher, porque a dose de medicação e as técnicas de laboratório mudam de caso para caso. Por isso a Nidavitae não publica preço: ela mostra a estimativa e o parcelamento do seu caso antes da consulta.
As formas de pagar também mudam de clínica para clínica: parcelamento no cartão, financiamento de saúde, consórcio, dedução de despesas médicas no imposto de renda e, para consultas e exames, o plano de saúde. O plano não é obrigado a cobrir a FIV em si, conforme o Tema 1.067 do STJ, mas cobre a fase de diagnóstico. O hub de formas de pagamento da reprodução assistida detalha cada uma.
Exemplo ilustrativo. Renata, 37 anos, mora a 300 quilômetros da clínica. Na consulta de planejamento, ela combinou fazer os dois primeiros ultrassons da estimulação com um médico da sua cidade e enviar as imagens pelo aplicativo. Viajou no oitavo dia da estimulação, ficou nove dias na cidade da clínica, entre o último ultrassom e a transferência, e voltou para casa para fazer o beta em laboratório local. Foram três idas à clínica em vez de sete, sem mudar nada no protocolo.
O ciclo de FIV é uma sequência de decisões com hora marcada: a dose do primeiro dia, o momento do gatilho, o dia da transferência. A paciente que conhece o calendário chega a cada uma dessas decisões preparada, e isso pesa mais no resultado do que qualquer sintoma que ela sinta no meio do caminho.
Quatro coisas que os calendários de FIV costumam omitir e que mudam a experiência do ciclo na prática.
Quem sabe disso antes de começar não lê a queda de oito folículos para dois blastocistos como uma falha, e chega ao dia da transferência com a expectativa no lugar certo.
Uma parte dos ciclos que atrasam ou são cancelados não tem causa médica nenhuma: falhou a organização. Estes são os erros que um especialista mais vê na fase de planejamento.
Os quatro se resolvem na mesma consulta de planejamento, desde que ela termine com o calendário do ciclo escrito e as datas críticas combinadas com o trabalho e com o parceiro.
Você já conhece as seis etapas e sabe quando cada uma exige a sua presença. Estes são os quatro passos que a Nidavitae recomenda antes da primeira injeção, nesta ordem.
Se você tem 40 anos ou mais, o calendário é o mesmo, mas a estratégia muda. O guia FIV aos 40 anos: chances reais mostra o que o especialista avalia antes de indicar a estimulação com óvulos próprios. Para qualquer idade, a triagem gratuita da Nidavitae indica um especialista parceiro na sua região, com estimativa de custo e parcelamento antes da consulta.
Pronta para o primeiro dia do ciclo?Triagem gratuita, indicação de especialista em FIV e estimativa de custo antes da consulta.
Fazer minha triagem gratuitaUm ciclo completo de FIV costuma levar de 40 a 45 dias, contando da primeira injeção da estimulação ovariana até o resultado do beta hCG. Se a transferência for congelada, o embrião pode ser transferido em um ciclo seguinte, e o prazo total sobe para dois ou três meses. Os exames que vêm antes não entram nessa conta.
As etapas da FIV são seis: exames e planejamento, estimulação ovariana com injeções de hormônio, coleta dos óvulos com sedação, fecundação em laboratório por FIV clássica ou ICSI, cultivo dos embriões por até cinco ou seis dias e transferência do embrião para o útero. O ciclo termina com o exame de beta hCG, cerca de dez dias depois.
Em um ciclo comum, a mulher vai à clínica entre seis e nove vezes: uma consulta de planejamento, três ou quatro ultrassons durante a estimulação, o dia da coleta, o dia da transferência e a coleta de sangue do beta. Quem mora longe pode concentrar os primeiros ultrassons na própria cidade, combinando com o especialista.
As injeções da estimulação usam agulhas curtas e finas, aplicadas na barriga, e a maioria das mulheres descreve um incômodo leve, parecido com o de uma picada de insulina. Elas podem ser aplicadas em casa, pela própria paciente ou pelo parceiro. O desconforto maior costuma ser o inchaço abdominal nos últimos dias da estimulação.
Sim. A coleta de óvulos é feita com sedação, aplicada por anestesista, e a paciente não sente dor durante o procedimento, que dura de 15 a 30 minutos. A agulha entra pela vagina, guiada por ultrassom, sem corte nem ponto. A alta acontece no mesmo dia, e cólica leve nas horas seguintes é esperada.
A transferência a fresco acontece entre o terceiro e o quinto dia depois da coleta, quando o embrião chega ao estágio de blastocisto. Quando os embriões são congelados, a transferência é feita em um ciclo seguinte, com o endométrio preparado por hormônios, o que costuma acrescentar de três a seis semanas ao calendário.
A Resolução CFM 2.320/2022 define o número máximo de embriões transferidos por idade da mulher: até 35 anos, dois; de 36 a 39 anos, três; com 40 anos ou mais, quatro. Na prática, muitos especialistas transferem um único embrião de boa qualidade para reduzir o risco de gravidez gemelar, e os demais são congelados.
O beta hCG é feito no sangue entre nove e doze dias depois da transferência, na data marcada pelo especialista. Fazer o teste de farmácia antes disso pode dar resultado falso, positivo ou negativo, porque a medicação do ciclo contém o mesmo hormônio que o teste detecta. Espere a data combinada.
Não. Repouso absoluto não aumenta a chance de o embrião se implantar, e a maioria dos especialistas libera atividades leves no mesmo dia. O que se recomenda é evitar esforço físico intenso, excesso de calor e bebida alcoólica até o beta. Trabalhar, caminhar e dirigir costumam ser liberados desde o dia seguinte.
Comece pela triagem gratuita. Em cerca de um minuto, você informa nome, WhatsApp, faixa de idade e cidade, e a Nidavitae indica um especialista parceiro em fertilização in vitro na sua região, com estimativa de custo e parcelamento antes da consulta. A triagem não tem custo e marcar a consulta é opcional.
Os próximos guias para quem vai começar o ciclo: como ler as chances por idade, o que muda depois dos 40 e o que esperar nos dias após a transferência.

Chance por transferência e acumulada, sem ilusão e sem pessimismo.
Ler as chances da FIV por idade
O que o especialista avalia antes de indicar óvulos próprios.
Entender a FIV depois dos 40
O que é efeito da progesterona e o que exige contato com a equipe.
Reconhecer os sintomas após a transferênciaQuando terminar de ler, a triagem gratuita indica um especialista parceiro para o seu caso, com estimativa de custo e parcelamento.