
Dados da reprodução assistida no Brasil
Ciclos, centros, crescimento e concentração regional segundo o SisEmbrio.
Ler os dados nacionais de reprodução assistidaA primeira consulta de fertilidade decide o rumo de meses de tratamento, e a maioria das pacientes sai dela com perguntas que não fez. Este guia da Nidavitae organiza as perguntas em sete blocos e mostra o que a resposta boa precisa conter.

Resposta rápida
Leve à primeira consulta perguntas de sete blocos: diagnóstico (qual é a causa provável e que exames faltam), técnica (por que esta e não outra), chances (na minha idade e no meu caso), protocolo (medicamentos, dias e calendário), custos (o que compõe e como pagar), logística (quantas idas à clínica) e riscos (o que pode dar errado e o plano B). A resposta boa é específica para o seu caso, explica o porquê e admite o que ainda não dá para saber.
A qualidade das respostas depende do que você leva. Um especialista em reprodução humana com o seu histórico completo em mãos responde na primeira consulta o que, sem ele, só responderia na segunda ou na terceira. Cada consulta a mais é um mês a mais de espera.
Leve todos os exames já feitos, mesmo antigos: hormônios, ultrassons, sorologias, histerossalpingografia, espermograma. Some o histórico de tentativas com datas, gestações anteriores e perdas, cirurgias, doenças e medicamentos em uso, e o de quem participa do projeto, seja parceiro, parceira ou doador já escolhido. A checklist de exames da Nidavitae organiza tudo isso em uma lista.
Leve também as perguntas por escrito, na ordem dos blocos abaixo. Na consulta, a emoção e o vocabulário técnico fazem a maioria das pacientes esquecer metade do que queria saber. Uma folha com sete blocos resolve.
O primeiro bloco descobre se o especialista sabe o que está tratando. Sem causa provável, não há técnica certa, e a chance vira chute. As quatro perguntas abaixo cobrem o que precisa sair dessa etapa.
Se o especialista indica uma técnica antes de responder a esse bloco, pergunte por quê. Técnica antes de diagnóstico é a origem da maior parte dos ciclos que não deveriam ter acontecido.
O segundo bloco descobre se a técnica indicada é a certa para o seu caso ou a que a clínica mais faz. Escolher a técnica errada custa meses de tentativa, e a diferença entre indução, inseminação e FIV é grande em esforço, custo e chance.
A técnica tem que sair do diagnóstico. Quando sai do cardápio da clínica, a paciente paga por rotina. Um especialista que explica por que a técnica mais simples não serve está mostrando método; um que vai direto à mais complexa está mostrando rotina.
O terceiro bloco transforma a taxa do site em uma estimativa para você. A chance sempre depende da idade e dos exames, e a resposta boa admite isso em vez de dar um número redondo.
Desconfie de chance apresentada sem faixa de idade e de promessa de resultado. Nenhum especialista sério garante gravidez. Quem garante está vendendo.
Quer chegar à consulta com a parte do custo já respondida?A Nidavitae indica um especialista parceiro e mostra o custo e o parcelamento antes da consulta.
Receber a indicação de um especialista em reprodução humanaO quarto bloco descobre como o tratamento vai acontecer na prática: quais medicamentos, por quantos dias, com que acompanhamento e a partir de quando. É aqui que a paciente descobre se o protocolo é dela ou da esteira.
Um calendário por escrito, mesmo aproximado, é o resultado esperado desse bloco. Sem ele, você não consegue organizar trabalho, viagens e dinheiro.
O quinto bloco é o que a maioria das pacientes tem vergonha de fazer e o que mais interrompe tratamentos quando fica sem resposta. O valor muda de médico para médico. O que você precisa saber é o que compõe o custo e como pagar.
Saia da consulta com o orçamento por escrito ou com a data em que ele chega. O hub o que compõe o custo dos tratamentos ajuda a conferir se nenhum item ficou de fora.
Os dois últimos blocos são curtos e decisivos. A logística define se você consegue completar o ciclo sem interromper; os riscos definem se você está entrando com os olhos abertos.
| Bloco | Pergunta central | O que a resposta boa contém |
|---|---|---|
| 1. Diagnóstico | Qual é a causa provável? | Hipóteses nomeadas e exame que confirma cada uma |
| 2. Técnica | Por que esta e não uma mais simples? | O que no seu caso descarta as alternativas |
| 3. Chances | Qual é a minha chance, na minha idade? | Faixa, nascido vivo separado, taxa acumulada |
| 4. Protocolo | Como e quando vai acontecer? | Medicamentos, número de ultrassons, calendário |
| 5. Custos | O que compõe e como pagar? | Orçamento item por item e formas de pagamento |
| 6. Logística | Quantas idas à clínica e onde? | Monitoramento perto de casa ou plano de viagens |
| 7. Riscos | O que pode dar errado e qual é o plano B? | Prevenção do hiperestímulo, embrião único, cancelamento |
No bloco de logística, pergunte quantas vezes precisará ir à clínica, se o monitoramento pode ser feito com médico parceiro na sua cidade, se a coleta exige acompanhante e quantos dias de afastamento do trabalho o ciclo costuma exigir. Quem mora longe de um centro precisa dessa resposta antes de fechar, porque 77,6% dos 192 centros brasileiros ficam no Sul e no Sudeste, segundo o SisEmbrio.
No bloco de riscos, pergunte como a clínica previne a síndrome de hiperestímulo ovariano, qual é a política de transferência de embrião único diante do limite por idade da Resolução CFM 2.320/2022, o que acontece com os embriões que sobrarem e o que muda no seu caso se houver doença prévia. A resposta boa vai além da porcentagem e fala em prevenção e em plano B.
A diferença entre uma consulta com lista e uma consulta sem lista aparece no que a paciente sabe ao sair. O exemplo abaixo é comum entre quem chega à Nidavitae.
Exemplo ilustrativo. Juliana, 36 anos, foi à primeira consulta sem lista e saiu com a indicação de FIV, uma taxa de sucesso geral e a promessa de um orçamento por e-mail. Na segunda opinião, levou os sete blocos por escrito. Saiu com a causa provável (reserva ovariana baixa e fator masculino leve), o motivo de a inseminação não servir, a chance na faixa dela em nascido vivo, um calendário de seis semanas, o orçamento item por item com o medicamento à parte e o nome da enfermeira para dúvidas. As duas consultas duraram o mesmo tempo. A lista mudou o que cabia dentro dele.
Com a lista, a paciente percebe a competência do médico e compara duas clínicas com a mesma régua.
A paciente que chega com as perguntas por escrito recebe uma consulta melhor, porque me obriga a justificar cada decisão. Eu prefiro responder a vinte perguntas na primeira consulta do que descobrir na terceira que ela não entendeu o plano.
Quatro pontos que raramente aparecem nas listas de perguntas para o médico de fertilidade e que mudam o resultado da consulta.
Com esses quatro pontos em mente, a primeira consulta cumpre a função dela: fechar o diagnóstico e escolher com quem seguir.
Quatro hábitos que a ansiedade estimula respondem pela maior parte dos erros da primeira consulta.
Evitar esses erros depende de uma folha com sete blocos, dos exames na bolsa e da disposição de fazer a pergunta desconfortável.
Ao sair da primeira consulta, confira estes oito itens. Cada um que ficou sem resposta é uma pergunta para o retorno ou para a segunda opinião.
Para entender o cenário em que essas consultas acontecem, com o número de ciclos e a distribuição dos centros pelo país, leia os dados da reprodução assistida no Brasil. E, se ainda está escolhendo com quem consultar, o guia como escolher clínica de fertilização lista os doze critérios verificáveis.
Chegue à primeira consulta com o custo já simuladoTriagem gratuita, indicação de especialista parceiro e parcelamento antes da consulta.
Fazer minha triagem gratuitaNa primeira consulta de fertilidade, pergunte sobre sete blocos: qual é a causa provável da infertilidade e que exames faltam, qual técnica é indicada e por que não outra, qual é a chance no seu caso e na sua idade, como será o protocolo e o calendário, o que compõe o custo e como pagar, como fica a logística de consultas e ultrassons, e quais são os riscos. Leve as perguntas por escrito.
Leve todos os exames já feitos, mesmo antigos, o histórico de tentativas com datas, a lista de medicamentos em uso, cirurgias e doenças anteriores, o espermograma do parceiro se houver, e as perguntas por escrito. Quanto mais completo o histórico, menos exames o especialista repete e mais rápido o plano é definido. A checklist de exames da Nidavitae ajuda a organizar.
A primeira consulta com um especialista em reprodução humana costuma durar entre 40 minutos e uma hora, porque inclui a história clínica do casal, a revisão dos exames e, muitas vezes, um ultrassom transvaginal com contagem de folículos. Consultas muito curtas, sem tempo para as suas perguntas, são um sinal de alerta sobre como será o acompanhamento.
A resposta boa é específica para o seu caso, vem com o porquê e admite incerteza quando ela existe. Se você pergunta a chance e recebe um número redondo sem faixa de idade, ou pergunta o custo e recebe um valor fechado sem itens, a resposta é genérica. Um especialista que diz que precisa de mais um exame para responder está sendo mais honesto do que quem responde tudo na hora.
Sim. O custo faz parte do plano de tratamento, e o especialista sabe disso. Pergunte o que compõe o custo, o que fica fora do orçamento, quanto o medicamento representa e quais são as formas de pagamento. O valor muda de médico para médico, e você precisa do orçamento por escrito, item por item, para comparar e para planejar o parcelamento.
Sim, e é recomendado. A infertilidade é do casal, e o fator masculino participa de cerca de metade dos casos. O especialista costuma pedir o espermograma na primeira consulta e faz perguntas sobre a saúde dos dois. Para mulheres solteiras e casais de mulheres, a consulta é individual ou do casal, e inclui a conversa sobre doação de sêmen e registro civil.
Nenhuma clínica exige, e ainda assim ajuda. Se você já tem exames de hormônio antimülleriano, ultrassom transvaginal, sorologias ou espermograma, leve todos. Sem eles, o especialista pede na primeira consulta e o plano só fica definido na segunda. Ir com os exames em mãos costuma economizar semanas. Se não tem nenhum, vá mesmo assim: a consulta define o que pedir.
Pergunte sobre a síndrome de hiperestímulo ovariano e como a clínica previne, sobre a política de transferência de embrião único e o risco de gestação múltipla, sobre os efeitos dos medicamentos, sobre o que acontece se o ciclo for cancelado e sobre o destino dos embriões congelados. A resposta boa vai além da porcentagem: fala em prevenção e em plano B.
Pergunte como falar com a equipe depois da consulta: por telefone, WhatsApp ou retorno agendado. Clínicas organizadas têm enfermeira ou coordenadora para dúvidas entre consultas. Anote o que ficou sem resposta e envie por escrito. Se a clínica não oferece nenhum canal de contato entre consultas, isso pesa na escolha, porque a FIV exige contato frequente durante a estimulação.
A Nidavitae conecta você a especialistas parceiros em todo o Brasil e mostra o custo e o parcelamento antes da consulta. Na triagem gratuita, você informa idade, cidade e situação, e recebe a indicação de um especialista que atende ao seu perfil, com a simulação de custo. Você chega à consulta com uma parte das perguntas de custo já respondida e usa o tempo para o diagnóstico.
Os próximos guias para quem vai à primeira consulta: os dados nacionais de reprodução assistida, como ler o orçamento e como ler a taxa de sucesso.

Ciclos, centros, crescimento e concentração regional segundo o SisEmbrio.
Ler os dados nacionais de reprodução assistida
O que entra, o que fica de fora e como comparar duas clínicas.
Ler o orçamento de FIV item por item
Ciclo iniciado, transferência, gravidez clínica e nascido vivo: o que cada número esconde.
Entender a taxa de sucesso da clínicaQuando terminar de ler, a triagem gratuita indica um especialista parceiro para o seu caso, com estimativa de custo e parcelamento.