FIV, ICSI e laboratório

ICSI e fator masculino: quando o espermograma exige a técnica

Se o espermograma veio alterado e o médico falou em ICSI, a pergunta que importa é se a técnica é mesmo necessária no seu caso ou se um exame repetido e um tratamento simples mudariam o plano. Este guia da Nidavitae liga cada alteração do espermograma à técnica indicada, para o casal chegar à consulta sabendo o que perguntar.

Estação de micromanipulação com microscópio em laboratório de reprodução (imagem ilustrativa).
Embriologista injeta um espermatozoide em um óvulo ao microscópio invertido em laboratório de reprodução assistida

Resposta rápida

A ICSI é indicada quando o espermograma mostra oligoastenoteratozoospermia grave, quando os espermatozoides vêm de coleta cirúrgica como a micro TESE, quando houve falha de fecundação em uma FIV anterior e quando os óvulos foram vitrificados. Com sêmen normal ou alteração leve, a ICSI não aumenta a chance em relação à FIV convencional. A técnica resolve a fecundação, não a causa da alteração, que deve ser investigada antes do ciclo.

O que é a ICSI e por que o espermograma decide a técnica

A ICSI, sigla em inglês para injeção intracitoplasmática de espermatozoide, é uma técnica de laboratório usada dentro da fertilização in vitro. O embriologista seleciona um único espermatozoide, imobiliza a cauda dele e o injeta com uma agulha fina diretamente dentro do óvulo. A fecundação deixa de depender da capacidade do espermatozoide de nadar, atravessar a camada externa do óvulo e entrar sozinho.

É por isso que o espermograma decide a técnica. Na FIV convencional, dezenas de milhares de espermatozoides móveis são colocados ao redor de cada óvulo, e a fecundação acontece por conta própria. Quando há poucos espermatozoides, quando eles se movem pouco ou quando a forma está muito alterada, essa fecundação espontânea falha. A ICSI contorna o problema entregando o espermatozoide dentro do óvulo.

Tudo o que vem antes e depois é igual à FIV: estimulação ovariana, coleta dos óvulos, cultivo do embrião por cinco ou seis dias e transferência para o útero, dentro dos limites de embriões por idade da Resolução CFM 2.320/2022. A página ICSI: o que é e diferença para a FIV mostra o processo completo e o que compõe o custo. Este guia foca na decisão: quando a técnica é obrigatória e quando não muda nada.

Como ler o espermograma: os três números que importam

O espermograma mede várias coisas, mas três números decidem a técnica: concentração, motilidade e morfologia. O manual da Organização Mundial da Saúde, em sua sexta edição, publicada em 2021, define os limites inferiores de referência: concentração de 16 milhões de espermatozoides por mililitro, motilidade total de 42% com motilidade progressiva de 30%, e morfologia normal de 4%. Volume de 1,4 mililitro e contagem total de 39 milhões completam o quadro.

Cada número abaixo do limite recebe um nome. Oligozoospermia é a concentração baixa. Astenozoospermia é a motilidade reduzida. Teratozoospermia é a morfologia alterada. Quando as três aparecem juntas, o laudo diz oligoastenoteratozoospermia, e a gravidade de cada uma é o que separa a inseminação artificial da FIV convencional e da ICSI.

Um detalhe muda tudo: os limites da OMS são valores de referência, não um corte entre fértil e infértil. Um homem com 12 milhões por mililitro e boa motilidade pode engravidar a parceira naturalmente. Um homem com 20 milhões e 5% de motilidade progressiva provavelmente não. O especialista lê o conjunto e sempre pede a repetição do exame antes de fechar o diagnóstico, porque a variação entre coletas é grande.

Quando o espermograma exige ICSI e quando não exige

A tabela abaixo liga as alterações mais comuns à técnica que costuma ser indicada. Ela mostra o raciocínio do especialista; a leitura do seu exame depende da combinação dos três números, da idade da parceira e do tempo de tentativa.

Alteração do espermograma e técnica de reprodução assistida mais indicada
O que o espermograma mostraTécnica que costuma ser indicadaPor quê
Alteração leve de concentração ou motilidadeInseminação artificial ou FIV convencionalAinda há espermatozoides móveis suficientes após o preparo seminal
Oligoastenoteratozoospermia graveICSIPoucos espermatozoides, com pouca motilidade e forma alterada, não fecundam sozinhos
Astenozoospermia grave ou espermatozoides imóveisICSI, com teste de vitalidadeO embriologista escolhe um espermatozoide vivo, mesmo sem movimento
Azoospermia com coleta cirúrgica (TESA, PESA, micro TESE)ICSIEspermatozoides do testículo ou epidídimo são poucos e imaturos para a FIV convencional
Falha de fecundação em FIV convencional anteriorICSIA injeção direta evita repetir a mesma falha
Óvulos vitrificados ou poucos óvulos coletadosICSIA camada externa do óvulo descongelado endurece, e cada óvulo precisa fecundar
Sêmen normal, sem fator masculinoFIV convencionalA ICSI não aumenta a chance de nascimento nesse cenário

Duas situações merecem atenção. A primeira é o anticorpo antiespermatozoide, que gruda os espermatozoides uns nos outros e costuma indicar ICSI mesmo com concentração normal. A segunda é a fragmentação do DNA espermático elevada, que não é vista no espermograma comum e pode explicar embriões de má qualidade ou abortos, com ICSI feita a partir de espermatozoides selecionados por técnicas específicas.

Sêmen normal: FIV convencional ou ICSI?

Com sêmen normal, a FIV convencional é a primeira escolha. As sociedades de reprodução assistida, como a ASRM e a ESHRE, orientam que a ICSI não aumenta a taxa de nascimento quando não há fator masculino. Ela é uma técnica mais trabalhosa, com manipulação direta do óvulo, e o uso sem indicação só acrescenta custo ao ciclo.

Existem exceções que não estão no espermograma. Quando os óvulos foram vitrificados, a camada externa deles endurece e a ICSI costuma ser obrigatória. Quando a coleta rendeu dois ou três óvulos, muitos especialistas preferem a ICSI para não arriscar uma falha de fecundação. Quando o casal vai fazer teste genético do embrião, a ICSI evita que espermatozoides grudados na camada externa contaminem a biópsia.

Exemplo ilustrativo. Marcos e Luciana tentavam há dois anos. O primeiro espermograma de Marcos mostrou 9 milhões por mililitro, 18% de motilidade progressiva e 2% de formas normais. O segundo, feito oito semanas depois, sem febre e com abstinência correta, veio parecido. O urologista encontrou uma varicocele de grau alto e níveis hormonais normais. Com Luciana aos 37 anos, o especialista não esperou o efeito de uma cirurgia e indicou a ICSI direto, deixando o tratamento da varicocele para depois, se o casal quisesse um segundo filho.

ICSI é a resposta para a fecundação, não para a causa. Eu só fecho a indicação com dois espermogramas, uma avaliação urológica e a idade da parceira na mesa, porque esses três fatores dizem se há tempo para tratar o homem ou se o ciclo precisa começar agora.

Dra. Mariana Costa Albuquerque, ginecologista e especialista em reprodução humana, CRM-SP 154.322, RQE 61.870, revisora médica da Nidavitae

O que investigar no homem antes de fechar a ICSI

Fator masculino grave é motivo para consulta com urologista ou andrologista antes de qualquer técnica de laboratório. Alguns achados mudam o plano: uma varicocele grande pode ser operada; uma infecção seminal pode ser tratada; um hipogonadismo pode responder a medicação; um bloqueio nos ductos pode indicar coleta cirúrgica em vez de tentativas com sêmen ejaculado. Em alguns homens, o sêmen melhora o suficiente para mudar de ICSI para FIV convencional ou até para inseminação.

A investigação padrão inclui exame físico com avaliação do volume testicular, dosagem de FSH, LH e testosterona, ultrassom da bolsa escrotal e, nos casos graves, cariótipo e pesquisa de microdeleção do cromossomo Y. Esses dois últimos exames importam porque algumas alterações genéticas são transmitidas aos filhos do sexo masculino, e o casal tem direito de saber disso antes de decidir.

O tempo é o fator que equilibra tudo. Um tratamento da varicocele leva de três a seis meses para mostrar efeito no sêmen. Se a parceira tem 35 anos ou mais, esperar pode custar mais do que a ICSI resolveria. Por isso, a decisão é do casal, com o especialista mostrando os dois cenários: tratar o homem primeiro ou começar o ciclo agora.

O espermograma veio alterado?Um especialista parceiro da Nidavitae lê o exame e define se a ICSI é necessária no seu caso.

Falar com um especialista em ICSI

O que a maioria dos guias não conta sobre a ICSI

Quatro pontos que ficam de fora da maioria dos textos sobre ICSI e fator masculino e que mudam a conversa com o especialista.

ICSI não escolhe o melhor espermatozoide
O embriologista escolhe pelo aspecto e pelo movimento; o DNA fica invisível ao microscópio. Quando a fragmentação do DNA espermático é alta, técnicas de seleção adicionais podem ser discutidas antes do ciclo.
Fecundação não é embrião de dia cinco
A ICSI resolve a entrada do espermatozoide no óvulo. Se poucos embriões chegam ao quinto dia, a causa pode estar no óvulo, no sêmen ou no laboratório, e cada uma pede uma investigação.
Uma parte do fator masculino é genética
Cariótipo e microdeleção do cromossomo Y são recomendados na oligozoospermia grave e na azoospermia. O resultado pode indicar aconselhamento genético e, em alguns casos, teste do embrião.
Abstinência longa piora o exame
Ficar muitos dias sem ejacular aumenta o volume, mas reduz a motilidade e aumenta a fragmentação do DNA. O padrão é de dois a sete dias antes da coleta.

Quem entende esses pontos deixa de tratar a ICSI como uma solução mágica e passa a exigir do especialista a investigação completa do homem, que é o que muda o resultado dos ciclos seguintes.

Os erros que atrasam casais com fator masculino

O fator masculino responde por uma parte grande dos casos de infertilidade do casal, mas costuma ser o último a ser investigado. Estes são os erros que mais custam tempo.

  • Investigar só a mulher no primeiro ano de tentativaO espermograma é barato, rápido e deveria ser pedido na primeira consulta do casal.
  • Fechar o diagnóstico com um único espermogramaO resultado varia muito entre coletas. Sem a repetição, o casal pode ser encaminhado a uma técnica que não precisava.
  • Insistir em inseminação com sêmen gravemente alteradoTrês ou quatro inseminações sem chance real custam meses que a ICSI teria resolvido.
  • Pular a consulta com urologistaUma varicocele, uma infecção ou um problema hormonal tratável ficam sem diagnóstico, e a causa se repete no próximo ciclo.

Os quatro se evitam com uma única mudança: investigar o casal como uma unidade desde o primeiro dia, com espermograma e avaliação da mulher andando em paralelo.

Como é um ciclo de ICSI para o casal

O ciclo de ICSI dura cerca de um mês para a mulher e alguns dias para o homem. As etapas abaixo mostram o caminho mais comum, que o especialista adapta conforme o espermograma e a reserva ovariana.

  1. Investigação do casal

    Dois espermogramas, avaliação urológica, exames hormonais e, nos casos graves, cariótipo e microdeleção do Y para o homem. Reserva ovariana e útero para a mulher.

    2 a 6 semanas
  2. Estimulação e coleta dos óvulos

    Injeções de hormônio por cerca de dez dias, ultrassons de controle e punção com sedação. No mesmo dia, o homem entrega o sêmen ou passa por coleta cirúrgica.

    Cerca de 12 dias
  3. ICSI no laboratório

    O sêmen é preparado, o embriologista seleciona um espermatozoide por óvulo maduro e faz a injeção. No dia seguinte, o laboratório informa quantos óvulos fecundaram.

    Horas, com resultado em 1 dia
  4. Cultivo e transferência

    Os embriões são cultivados até o quinto ou sexto dia. A transferência acontece no mesmo ciclo ou em outro, com os embriões vitrificados, e o teste de gravidez é feito cerca de dez dias depois.

    5 a 6 dias, mais a espera do teste

Quando o casal tem histórico de abortos, idade materna avançada ou fator masculino de origem genética, o especialista pode propor a análise cromossômica dos embriões antes da transferência. O guia PGT-A vale a pena? Quem se beneficia do teste mostra em que situações esse exame muda o resultado.

O que muda no custo e se o plano de saúde cobre

A ICSI acrescenta uma etapa de laboratório ao ciclo de FIV. O que compõe o custo é o mesmo da fertilização in vitro: consultas, exames, medicação de estimulação, punção com sedação, laboratório de embriologia, cultivo, vitrificação e transferência. A ICSI entra como um item de laboratório, e a coleta cirúrgica de espermatozoides, quando necessária, é outro item, com equipe de urologia e anestesia.

O valor muda de médico para médico. Os planos de saúde não são obrigados a cobrir a fertilização in vitro nem a ICSI, conforme o Tema 1.067 do STJ, mas consultas com urologista e ginecologista, espermograma, exames hormonais e ultrassons de investigação costumam ter cobertura. O ciclo em si costuma ser pago com parcelamento direto, financiamento ou consórcio, e as despesas médicas podem ser deduzidas no imposto de renda.

Antes da consulta, vale usar a calculadora de custo da FIV da Nidavitae para entender a composição do orçamento e chegar com perguntas concretas sobre parcelamento.

O que fazer agora

Se o espermograma veio alterado, o caminho até a decisão sobre a ICSI cabe em poucas semanas, desde que os passos sejam dados na ordem certa. Estes são os que a Nidavitae recomenda.

  1. Repita o espermograma em duas a doze semanas, com abstinência de dois a sete dias, no mesmo laboratório.
  2. Marque a avaliação urológica com exame físico, ultrassom da bolsa escrotal e dosagem de FSH, LH e testosterona.
  3. Pergunte sobre cariótipo e microdeleção do Y se a concentração for muito baixa ou se não houver espermatozoides.
  4. Leve os exames da parceira, porque a idade e a reserva ovariana dela definem se há tempo para tratar o homem antes do ciclo.

Quando o espermograma mostra ausência total de espermatozoides, o plano muda e passa por uma coleta cirúrgica antes da ICSI. O guia Azoospermia: ainda dá para ter filho biológico? explica as opções. Para os demais casos, a triagem gratuita da Nidavitae indica um especialista parceiro em ICSI na sua região, com estimativa de custo e parcelamento, em cerca de um minuto.

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Camila Ferraz, editora de saúde da Nidavitae

Jornalista especializada em saúde, com passagem por redações de ciência e por hospitais de referência. Coordena a produção dos guias da Nidavitae e a checagem das fontes citadas em cada texto. Este guia foi revisado por Dra. Mariana Costa Albuquerque, ginecologista e especialista em reprodução humana (CRM-SP 154.322, RQE 61.870). Conheça a equipe e o método editorial.

Perguntas frequentes sobre ICSI e fator masculino

O que é ICSI?

ICSI é a injeção intracitoplasmática de espermatozoide, uma técnica de laboratório usada dentro da fertilização in vitro. O embriologista escolhe um único espermatozoide e o injeta diretamente dentro do óvulo com uma agulha fina. Ela substitui a fecundação convencional, em que óvulo e sêmen são apenas colocados juntos, e é a principal resposta para o fator masculino grave.

Quando o espermograma exige ICSI?

A ICSI é indicada quando o espermograma mostra alteração grave de concentração, motilidade ou morfologia, em especial a oligoastenoteratozoospermia grave, quando os espermatozoides vêm de uma coleta cirúrgica como a micro TESE, quando houve falha de fecundação em uma FIV anterior e quando os óvulos foram vitrificados. Alterações leves nem sempre exigem a técnica.

Qual é a diferença entre FIV e ICSI?

Na FIV convencional, milhares de espermatozoides são colocados ao redor de cada óvulo, e a fecundação acontece por conta própria. Na ICSI, o embriologista injeta um único espermatozoide dentro do óvulo. Todo o restante é igual: estimulação, coleta, cultivo do embrião e transferência. A ICSI é uma etapa de laboratório, e não um tratamento separado.

ICSI serve quando o sêmen é normal?

Em geral, não traz benefício. Estudos e recomendações de sociedades como a ASRM e a ESHRE indicam que, sem fator masculino, a ICSI não aumenta a chance de nascimento em comparação com a FIV convencional. Ela pode ser escolhida por outros motivos, como óvulos vitrificados, poucos óvulos coletados ou falha de fecundação anterior, a critério do especialista.

ICSI dói?

Não para o casal. A ICSI acontece dentro do laboratório, com o óvulo já coletado. Para a mulher, o desconforto é o mesmo da fertilização in vitro: injeções de estimulação e uma punção com sedação. Para o homem, a coleta é por masturbação ou, na azoospermia, por um procedimento cirúrgico com anestesia. A transferência do embrião não exige anestesia.

Preciso repetir o espermograma antes da ICSI?

Sim, na maioria dos casos. O espermograma varia bastante entre uma coleta e outra, e uma febre, um antibiótico ou o estresse podem alterar o resultado. O padrão é repetir o exame após duas a doze semanas, com abstinência de dois a sete dias, antes de fechar o diagnóstico de fator masculino e definir a técnica.

O que fazer se a ICSI não fecundar os óvulos?

A falha total de fecundação na ICSI é rara, mas existe. Quando acontece, o especialista investiga a ativação do óvulo e a integridade do espermatozoide, e pode propor a ativação artificial do oócito no ciclo seguinte ou exames adicionais, como fragmentação do DNA espermático. A revisão do ciclo é obrigatória antes de repetir.

O plano de saúde cobre a ICSI?

Não é obrigado a cobrir. O Tema 1.067 do STJ definiu que os planos de saúde não são obrigados a custear a fertilização in vitro, e a ICSI faz parte dela. Consultas com urologista e ginecologista, espermograma e exames hormonais costumam ter cobertura. A parte da FIV e da ICSI costuma ser paga com parcelamento ou financiamento.

O homem precisa de tratamento antes da ICSI?

Depende da causa. Uma varicocele grande, uma infecção, um desequilíbrio hormonal ou hábitos como tabagismo e calor excessivo podem ser tratados para melhorar o sêmen antes do ciclo. Em alguns casos, isso muda a técnica indicada. A avaliação com urologista ou andrologista costuma fazer parte do plano quando o espermograma está alterado.

Como começo a ICSI com a Nidavitae?

Comece pela triagem gratuita. Em cerca de um minuto, você informa nome, WhatsApp, idade e cidade, e a Nidavitae indica um especialista parceiro que lê o espermograma, define se a ICSI é necessária e apresenta o plano com estimativa de custo e parcelamento. A consulta é opcional, e a triagem não tem custo.

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Quando terminar de ler, a triagem gratuita indica um especialista parceiro para o seu caso, com estimativa de custo e parcelamento.

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