
PGT-A vale a pena? Quem se beneficia do teste
Evidências por faixa de idade e quando o teste muda o resultado.
Entender quem se beneficia do PGT-AOuvir que o sêmen não tem nenhum espermatozoide parece o fim da linha, mas na maioria dos casos não é. A azoospermia tem dois tipos, e cada um tem um caminho próprio até o filho biológico. Este guia da Nidavitae mostra os exames que definem o tipo, as técnicas de coleta e o que fazer quando nenhuma delas encontra espermatozoides.

Resposta rápida
Sim, em muitos casos. Na azoospermia obstrutiva, os espermatozoides existem e são coletados do epidídimo ou do testículo com boa chance de sucesso. Na não obstrutiva, a micro TESE encontra espermatozoides em uma parte dos homens. Em ambos, a fecundação é feita por ICSI. Quando nenhuma coleta encontra material, o caminho passa pelo sêmen de doador anônimo ou pela adoção de embriões. O tipo de azoospermia, definido por FSH, volume testicular e exames genéticos, decide tudo.
Azoospermia é a ausência total de espermatozoides no sêmen ejaculado, confirmada em pelo menos dois espermogramas com centrifugação da amostra. O testículo pode até estar produzindo. O que falta é a chegada dos espermatozoides ao sêmen, e a razão desse bloqueio define se existe cura e qual é o caminho até o filho biológico.
Existem dois tipos. Na azoospermia obstrutiva, a produção é normal e um bloqueio nos ductos impede a saída dos espermatozoides. Na não obstrutiva, a produção no testículo está muito reduzida ou ausente. A primeira responde bem a coletas simples. A segunda exige uma cirurgia com microscópio, a micro TESE, que encontra espermatozoides em uma parte dos homens, mas não em todos.
Em ambos os casos, os espermatozoides coletados são poucos e não servem para inseminação nem para FIV convencional. A fecundação é feita por ICSI, em que o embriologista injeta um espermatozoide em cada óvulo. A pergunta "azoospermia tem cura" tem, portanto, duas respostas: a cura da causa é possível em poucos casos, e a paternidade biológica é possível na maioria.
O tipo de azoospermia é definido antes de qualquer cirurgia, com três informações: o volume dos testículos ao exame físico, o nível de FSH no sangue e o histórico do homem. Testículos de tamanho normal com FSH normal apontam para obstrução. Testículos pequenos com FSH elevado apontam para falha de produção. O ultrassom da bolsa escrotal e a dosagem de testosterona completam o quadro.
| O que comparar | Azoospermia obstrutiva | Azoospermia não obstrutiva |
|---|---|---|
| O que acontece | O testículo produz espermatozoides, mas um bloqueio impede a saída | O testículo produz muito pouco ou nada |
| Causas comuns | Vasectomia, infecção prévia, ausência congênita dos deferentes, cirurgia inguinal | Síndrome de Klinefelter, microdeleção do cromossomo Y, quimioterapia, criptorquidia, causa desconhecida |
| FSH | Normal | Elevado na maioria dos casos; baixo no hipogonadismo hipogonadotrófico |
| Volume testicular | Normal | Reduzido |
| Técnica de coleta | PESA, MESA ou TESA | Micro TESE |
| Chance de encontrar espermatozoides | Alta | Parcial, dependendo da causa |
| Exames genéticos | CFTR quando faltam os deferentes | Cariótipo e microdeleção do Y sempre |
Essa classificação define qual cirurgia fazer, qual é a chance de encontrar espermatozoides, se existe um tratamento com medicação antes e quais exames genéticos o casal precisa ver antes de gerar um embrião. Errar o tipo é errar tudo o que vem depois.
Nenhum homem deveria passar por uma coleta cirúrgica sem a investigação completa, porque o resultado dela muda a técnica e, em alguns casos, evita a cirurgia. O espermograma precisa ser repetido com centrifugação, porque uma parte dos homens rotulados como azoospérmicos tem poucos espermatozoides no sedimento, o que pode bastar para a ICSI sem cirurgia.
A dosagem de FSH, LH e testosterona separa os tipos e identifica o hipogonadismo hipogonadotrófico, a única forma de azoospermia que costuma responder a medicação. Nele, o FSH e o LH estão baixos porque a hipófise não estimula o testículo, e o tratamento com gonadotrofinas por alguns meses pode restaurar a produção de espermatozoides.
O cariótipo identifica alterações no número ou na estrutura dos cromossomos, como a síndrome de Klinefelter. A microdeleção do cromossomo Y verifica a perda de trechos das regiões AZFa, AZFb e AZFc, que controlam a produção de espermatozoides. Quando os deferentes estão ausentes, a pesquisa de mutações no gene CFTR, ligado à fibrose cística, é obrigatória, porque a parceira também precisa ser testada antes de gerar um embrião.
Na azoospermia obstrutiva, os espermatozoides estão no epidídimo ou no testículo, e a coleta é simples. A PESA aspira o conteúdo do epidídimo com uma agulha fina, sob anestesia local ou sedação. A TESA aspira tecido do testículo da mesma forma. A MESA faz a coleta do epidídimo com microscópio, por uma pequena abertura, e costuma render mais material para congelar.
A chance de encontrar espermatozoides na obstrutiva é alta, e o material coletado pode ser usado na ICSI no mesmo dia da punção dos óvulos ou congelado para um ciclo futuro. Em homens vasectomizados, a reversão da vasectomia é uma alternativa, com resultado que depende do tempo desde a cirurgia e da idade da parceira. Quando ela tem 35 anos ou mais, a coleta com ICSI costuma ser mais rápida do que esperar o efeito da reversão.
Os espermatozoides do epidídimo e do testículo são imaturos e pouco móveis. Por isso não servem para inseminação nem para FIV convencional, e a ICSI é obrigatória. A técnica está descrita na página ICSI: o que é e diferença para a FIV, incluindo o que compõe o custo do ciclo.
Na azoospermia não obstrutiva, a produção de espermatozoides está reduzida em todo o testículo, mas costuma existir em focos isolados. A micro TESE foi desenvolvida para encontrar esses focos. Com um microscópio cirúrgico, o urologista abre o testículo e identifica os túbulos seminíferos mais dilatados e opacos, que têm mais chance de conter espermatozoides, retirando pouco tecido e preservando a função hormonal.
Ela substitui a biópsia às cegas, que retirava fragmentos aleatórios e podia perder os focos de produção. O procedimento é feito com anestesia, dura algumas horas e, sempre que possível, é sincronizado com a coleta dos óvulos da parceira, para que a ICSI aconteça no mesmo dia com espermatozoides frescos. O material que sobra é congelado.
A chance de sucesso da micro TESE depende da causa. Ela encontra espermatozoides em uma parte relevante dos homens com azoospermia não obstrutiva, inclusive em muitos com síndrome de Klinefelter, mas uma parcela sai da cirurgia sem material. O urologista deve informar essa possibilidade antes, e o casal decide se quer ter o sêmen de doador como plano B já disponível no dia, para não perder os óvulos coletados.
O espermograma mostrou zero espermatozoides?Um especialista parceiro da Nidavitae organiza a investigação e o plano de coleta com ICSI para o seu caso.
Avaliar as opções na azoospermiaUma parte da azoospermia não obstrutiva tem origem genética, e essa informação altera o plano em três pontos. O primeiro é a chance de encontrar espermatozoides: a microdeleção completa das regiões AZFa ou AZFb praticamente impede a recuperação, e a micro TESE pode não ser indicada. O segundo é a transmissão: a microdeleção da região AZFc é passada aos filhos do sexo masculino, que tendem a ter o mesmo problema de fertilidade. O terceiro é a saúde do embrião.
Homens com cariótipo alterado, como na síndrome de Klinefelter ou nas translocações, têm maior risco de gerar embriões com alteração cromossômica. Nesses casos, o especialista pode propor o teste genético do embrião antes da transferência. O guia PGT-A vale a pena? Quem se beneficia do teste mostra quando esse exame muda o resultado, e o guia Embrião mosaico: transferir ou não? explica o que fazer quando o resultado não é nem normal nem alterado.
Exemplo ilustrativo. Felipe, 34 anos, recebeu dois espermogramas com zero espermatozoides. O exame físico mostrou testículos pequenos, o FSH estava elevado e o cariótipo veio normal. A pesquisa de microdeleção do Y mostrou perda na região AZFc. O urologista explicou que a micro TESE tinha chance real de encontrar espermatozoides e que, se nascesse um menino, ele herdaria a mesma alteração. Felipe e a parceira, Camila, de 31 anos, decidiram fazer a cirurgia sincronizada com a coleta dos óvulos e discutiram com o geneticista se fariam o teste do embrião. O sêmen de doador ficou reservado como plano B para o dia da punção.
Na azoospermia, o exame genético diz se a cirurgia tem chance, se a alteração vai para o filho e se o embrião precisa ser testado. Operar antes de ter cariótipo e microdeleção do Y é operar sem mapa.
Quando a micro TESE não encontra espermatozoides, ou quando a genética indica que ela não tem chance, o casal ainda tem dois caminhos para formar a família. O primeiro é o sêmen de doador anônimo, selecionado em banco de sêmen, usado em inseminação artificial ou em FIV, conforme a idade e os exames da mulher. A Resolução CFM 2.320/2022 garante o anonimato do doador e proíbe qualquer pagamento pela doação.
O segundo é a adoção de embriões doados por outros casais que concluíram o tratamento, também prevista na mesma resolução. Os dois caminhos permitem que a mulher viva a gestação e que o casal registre o filho em cartório, conforme o Provimento CNJ 63/2017, sem processo judicial.
A decisão pede tempo. Muitos casais precisam de algumas semanas, e às vezes de apoio psicológico, para passar da expectativa do filho com o material genético dos dois para a família formada com a ajuda de um doador. O especialista não deveria apressar essa escolha, e o casal não deveria se sentir obrigado a decidir no consultório.
Quatro coisas que os textos sobre azoospermia costumam pular e que pesam na decisão.
Levar esses quatro pontos à consulta pode poupar uma cirurgia e alguns meses de um diagnóstico que já costuma ser lento.
A azoospermia assusta, e o susto costuma produzir ou pressa ou paralisia. Estes são os erros mais comuns.
O antídoto para os quatro é o mesmo: investigação completa do homem antes de qualquer procedimento, com urologista e especialista em reprodução humana trabalhando juntos.
Se o espermograma mostrou zero espermatozoides, o caminho até a resposta sobre o filho biológico cabe em poucas semanas, desde que os passos venham nesta sequência.
A triagem gratuita da Nidavitae organiza esses passos com um especialista parceiro em ICSI e micro TESE na sua região, com estimativa de custo e parcelamento, em cerca de um minuto.
Descubra o caminho até o filho biológico na azoospermiaTriagem gratuita e indicação de especialista em ICSI e micro TESE na sua região.
Fazer minha triagem gratuitaDepende do tipo. Na azoospermia obstrutiva, a produção de espermatozoides é normal e eles podem ser coletados direto do epidídimo ou do testículo, com boa chance de recuperação. Na não obstrutiva, a produção está reduzida, e a micro TESE encontra espermatozoides em uma parte dos homens, mas não em todos. Em ambos os casos, o filho biológico costuma vir pela ICSI.
Na obstrutiva, o testículo produz espermatozoides, mas um bloqueio nos ductos impede que cheguem ao sêmen. FSH e volume testicular costumam ser normais. Na não obstrutiva, a produção no testículo está muito reduzida ou ausente. FSH costuma estar alto e o testículo, menor. O tipo define a técnica de coleta e a chance de encontrar espermatozoides.
São necessários dois espermogramas com centrifugação do sêmen, feitos com intervalo de semanas, para confirmar a ausência de espermatozoides. Depois vêm o exame físico com medida do volume testicular, dosagem de FSH, LH e testosterona, ultrassom da bolsa escrotal e, na não obstrutiva, cariótipo e pesquisa de microdeleção do cromossomo Y. Na ausência de deferentes, pesquisa do gene CFTR.
Micro TESE é a extração de espermatozoides do testículo com auxílio de microscópio cirúrgico. O urologista abre o testículo e procura os túbulos mais dilatados, que têm mais chance de conter espermatozoides, retirando pouco tecido. É a técnica indicada na azoospermia não obstrutiva, e os espermatozoides encontrados são usados na ICSI no mesmo dia ou congelados.
Não. Na azoospermia não obstrutiva, a micro TESE encontra espermatozoides em uma parte relevante dos homens, mas uma parcela sai do procedimento sem material. O resultado depende da causa, do histórico e dos achados da biópsia. Antes de operar, o urologista costuma informar a estimativa para o caso e discutir a alternativa do sêmen de doador.
Pode ser. A síndrome de Klinefelter, as microdeleções do cromossomo Y e as mutações do gene CFTR estão entre as causas genéticas mais comuns. Por isso o cariótipo e a pesquisa de microdeleção do Y são recomendados antes da coleta cirúrgica. Algumas alterações, como a microdeleção na região AZFc, podem ser transmitidas aos filhos do sexo masculino.
Em casos específicos, sim. Quando a causa é a falta de hormônios que estimulam o testículo, o hipogonadismo hipogonadotrófico, o tratamento com gonadotrofinas pode restaurar a produção de espermatozoides em alguns meses. Nas outras formas de azoospermia, a medicação tem papel limitado, e o caminho costuma ser a coleta cirúrgica com ICSI ou o sêmen de doador.
O procedimento é feito com anestesia, local com sedação ou geral, e o homem não sente dor durante a coleta. Depois, há desconforto e inchaço por alguns dias, controlados com analgésico comum e repouso. A PESA e a TESA são mais simples e rápidas. A micro TESE exige mais cuidado no pós-operatório, com retorno às atividades em cerca de uma semana.
Ainda existe caminho para a paternidade. A Resolução CFM 2.320/2022 permite o uso de sêmen de doador anônimo, selecionado em banco de sêmen, para inseminação artificial ou FIV, e também a adoção de embriões doados por outros casais. A decisão pede tempo e conversa com o especialista e, quando o casal quiser, com apoio psicológico.
Comece pela triagem gratuita. Em cerca de um minuto, você informa nome, WhatsApp, idade e cidade, e a Nidavitae indica um especialista parceiro que organiza a investigação do casal, a avaliação com urologista e o plano de ICSI com estimativa de custo e parcelamento. A consulta é opcional, e a triagem não tem custo.
Os próximos guias para quem tem fator masculino grave: o teste genético do embrião, o resultado mosaico e a leitura do espermograma.

Evidências por faixa de idade e quando o teste muda o resultado.
Entender quem se beneficia do PGT-A
O que significa o resultado e como os especialistas decidem.
Decidir sobre o embrião mosaico
Cada alteração do espermograma ligada à técnica indicada.
Entender quando a ICSI é obrigatóriaQuando terminar de ler, a triagem gratuita indica um especialista parceiro para o seu caso, com estimativa de custo e parcelamento.