
Endometriose e gravidez: quando a FIV é o caminho
Cirurgia ou FIV, por estágio e por idade.
Entender endometriose e gravidezSe você está tentando engravidar há meses e nada acontece, a dúvida é sempre a mesma: é cedo para se preocupar ou já passou da hora? Este guia da Nidavitae mostra o prazo certo para a sua idade, as situações que dispensam qualquer espera e os primeiros exames do casal, para você não perder meses esperando o que não vai acontecer sozinho.

Resposta rápida
Procure um médico depois de 12 meses tentando sem sucesso se você tem até 34 anos, depois de 6 meses se tem de 35 a 39, e imediatamente se tem 40 anos ou mais. Se já existe um diagnóstico conhecido, como endometriose, ciclos irregulares, cirurgia prévia ou alteração no sêmen do parceiro, o prazo não se aplica: a investigação começa agora. O médico certo é o especialista em reprodução humana.
A regra usada por especialistas em todo o mundo, e adotada por sociedades como a ASRM e a ESHRE, é simples: até os 34 anos, um casal deve procurar avaliação depois de 12 meses de relações sem proteção e sem gravidez. Dos 35 aos 39 anos, o prazo cai para 6 meses. A partir dos 40, não existe prazo: a avaliação deve acontecer assim que o casal decide engravidar.
O motivo da diferença é a reserva ovariana, a quantidade e a qualidade dos óvulos que a mulher ainda tem. Ela cai ao longo da vida e acelera a partir dos 35 anos. Esperar um ano inteiro aos 38 significa gastar um ano em que a chance de qualquer tratamento também estava caindo.
Os 12 meses vêm de um dado. Um casal saudável tem cerca de 20% a 25% de chance de engravidar em cada ciclo, e cerca de 85% dos casais engravidam no primeiro ano de tentativas, segundo a ASRM. Quem passa desse prazo entra na definição médica de infertilidade e tem motivo real para investigar.
Esperar mais do que o prazo da sua idade não aumenta a chance. Só adia o diagnóstico.
Se a sua situação se encaixa em um desses prazos, mudar de posição, tomar vitamina ou "relaxar" não vai resolver. Marque a consulta com um especialista em reprodução humana e faça os primeiros exames do casal.
A idade da mulher é o fator que mais pesa na chance de engravidar, com ou sem tratamento. Por isso, o prazo de espera antes de investigar não é o mesmo para todo mundo. A tabela abaixo resume a orientação por faixa de idade e o que costuma acontecer na primeira consulta.
| Idade da mulher | Tempo de tentativa antes de investigar | O que o especialista costuma fazer |
|---|---|---|
| Até 34 anos | 12 meses | Exames básicos do casal e, se tudo estiver normal, orientação sobre janela fértil ou indução simples |
| 35 a 39 anos | 6 meses | Exames completos do casal com foco na reserva ovariana e indicação do tratamento com menos demora |
| 40 anos ou mais | Sem espera | Avaliação imediata da reserva ovariana e comparação direta entre tentar naturalmente, indução e FIV |
| Qualquer idade com diagnóstico conhecido | Sem espera | Investigação dirigida ao problema já identificado, no casal |
Os prazos valem para casais que mantêm relações regulares, cerca de duas a três vezes por semana, sem nenhum método contraceptivo. Se as relações são pouco frequentes por distância ou rotina, o especialista leva isso em conta, mas a idade continua mandando na urgência.
Exemplo ilustrativo. Renata, 37 anos, e Diego, 39, tentam engravidar há oito meses. Ela ouviu de amigas que "um ano é o normal" e pensou em esperar mais quatro meses. Na regra para a idade dela, o prazo já venceu há dois meses. Em uma única consulta, o especialista pediu o espermograma dele e o hormônio antimülleriano e o ultrassom dela. Os resultados chegaram em duas semanas e mostraram que esperar mais um semestre teria sido a pior escolha.
Os prazos de 12 e 6 meses valem para quem não tem nenhum problema conhecido. Há situações em que esperar é um erro, porque a chance de gravidez espontânea já está reduzida antes mesmo da primeira tentativa. Se você ou o seu parceiro se encaixam em alguma das situações abaixo, marque a consulta agora.
Nesses casos, esperar 12 meses custa um ano em que o problema já tinha nome e tratamento. O especialista investiga a causa identificada e o restante do casal ao mesmo tempo, sem repetir a espera.
O médico certo para investigar a demora para engravidar é o especialista em reprodução humana: ginecologista ou urologista com formação específica na área e registro de qualificação (RQE) em reprodução assistida. O ginecologista de rotina e o clínico geral podem pedir os exames iniciais, mas a leitura conjunta dos resultados do casal e a indicação do tratamento certo dependem de quem faz isso todos os dias.
A diferença aparece na prática. Um ginecologista sem essa formação costuma tratar um exame de cada vez e tentar indução por vários ciclos antes de encaminhar. O especialista avalia o casal como um todo, na primeira consulta, e define desde o começo se o caminho é tentar naturalmente, fazer indução, inseminação ou FIV. Escolher a técnica errada custa meses de tentativa.
A consulta com especialista em reprodução humana costuma durar mais que uma consulta comum, porque inclui a história dos dois, o exame físico, o ultrassom transvaginal em muitos casos e o pedido dos exames do casal. Vá acompanhada do parceiro: metade da investigação é dele.
Já passou do prazo para a sua idade?A Nidavitae indica um especialista parceiro em reprodução humana na sua região, com estimativa de custo antes da consulta.
Encontrar um especialista para investigarA investigação inicial responde a três perguntas: a mulher ovula, as trompas estão abertas e o sêmen do homem está adequado. Com quatro ou cinco exames, o especialista já sabe em qual das três respostas está o problema, ou se os dois estão saudáveis e a causa é o tempo. Todos esses exames têm resultado em dias.
Avalia quantidade, movimento e forma dos espermatozoides. É o primeiro exame do homem e um dos primeiros do casal, porque o fator masculino participa de cerca de metade dos casos.
Resultado em poucos diasO AMH estima a reserva ovariana. TSH, prolactina e, em alguns casos, FSH no início do ciclo completam a avaliação hormonal da mulher.
Exame de sangue, em qualquer dia do cicloConta os folículos antrais, mostra o útero, identifica cistos, miomas e sinais de endometriose e ovários policísticos.
Feito no consultório, resultado na horaRaio-X com contraste que mostra se as trompas estão abertas e se a cavidade do útero tem forma normal.
Entre o fim da menstruação e a ovulaçãoEssa primeira rodada faz parte do check-up de fertilidade e é o que o especialista precisa para dar um diagnóstico inicial. O checklist de exames da Nidavitae organiza a lista para você chegar à consulta sabendo o que esperar. Exames mais específicos, como cariótipo ou pesquisa de trombofilias, só entram quando a história do casal pede.
Quatro pontos que raramente aparecem nos conteúdos sobre demora para engravidar e que mudam o que você faz nas próximas semanas.
Quem entende esses quatro pontos chega à consulta sem a ilusão de que "está tudo normal" só porque nada dói, e sem o medo de que investigar custa caro: a primeira etapa é, em geral, a mais barata do caminho inteiro.
A maior parte dos casais que chega ao especialista depois dos 38 anos passou por uma sequência parecida de decisões que pareciam razoáveis na hora. Estes são os erros mais comuns, e todos podem ser evitados a partir de hoje.
Os cinco erros vêm de informação incompleta, e a forma de corrigir é a mesma em todos: marcar a avaliação com o especialista enquanto ainda há mais de um caminho na mesa.
Com os resultados em mãos, o especialista classifica o casal em um de quatro cenários e indica o tratamento com mais chance para aquele cenário. A escolha depende da idade da mulher, dos exames e do tempo de tentativa, e é isso que define se o caminho é curto ou longo.
O quiz de tratamento da Nidavitae dá uma primeira ideia de qual cenário se parece com o seu, para você chegar à consulta com a pergunta certa. A decisão final é sempre do especialista, com os exames na mesa.
O prazo de espera existe para não investigar cedo demais quem provavelmente vai engravidar sozinho. Depois dos 35 anos, o erro mais comum é investigar tarde. Eu prefiro dispensar um casal que não precisava de mim a receber um casal que precisava há dois anos.
A etapa de investigação costuma ser a mais acessível do caminho. Consulta com ginecologista ou urologista, espermograma, dosagens hormonais, ultrassom transvaginal e histerossalpingografia estão no rol de procedimentos da ANS, e a maioria dos planos cobre. Quem não tem plano paga por exame, e o valor muda de laboratório para laboratório e de cidade para cidade.
O que pesa no orçamento vem depois, se o caminho for a FIV: medicação de estimulação, coleta, laboratório e transferência. O plano não é obrigado a cobrir essa etapa, conforme o Tema 1.067 do STJ, e as opções são parcelamento na clínica, financiamento e consórcio. O hub de custos dos tratamentos explica o que compõe cada orçamento, e o de formas de pagamento mostra como diluir o valor.
A Nidavitae mostra a estimativa de custo e o parcelamento do especialista parceiro antes da consulta, para você decidir com o número na mão. Investigar cedo é também a forma mais barata de evitar tratamentos que não serviriam para o seu caso.
Se você leu até aqui, provavelmente já sabe se o prazo para a sua idade venceu. Para transformar meses de dúvida em um diagnóstico, são quatro passos, nesta ordem.
A triagem gratuita da Nidavitae faz os passos três e quatro andarem juntos: você recebe a indicação de um especialista parceiro na sua região, com estimativa de custo e parcelamento, em cerca de um minuto. Marcar a consulta é opcional.
Descubra se está na hora de investigarTriagem gratuita com especialista em reprodução humana na sua região.
Fazer minha triagem gratuitaAté os 34 anos, a orientação é procurar um médico depois de 12 meses de tentativas sem proteção e sem gravidez. De 35 a 39 anos, o prazo cai para 6 meses. A partir dos 40, a avaliação deve ser imediata, sem esperar nenhum prazo. Se existe um diagnóstico conhecido, como endometriose ou ciclos irregulares, o prazo também não se aplica.
Não necessariamente. Um casal saudável tem cerca de 20% a 25% de chance de engravidar a cada ciclo, e a maioria engravida em até um ano. Demorar alguns meses é comum. O sinal de alerta é ultrapassar o prazo indicado para a sua idade, ou ter um problema já conhecido, como ciclos irregulares, endometriose ou cirurgia prévia.
O especialista em reprodução humana, um ginecologista ou urologista com formação específica e RQE na área. O ginecologista de rotina pode pedir os primeiros exames, mas a investigação completa do casal e a indicação do tratamento certo são feitas pelo especialista. A triagem gratuita da Nidavitae indica um especialista parceiro na sua região.
Os primeiros exames do casal são o espermograma para o homem e, para a mulher, o hormônio antimülleriano, o ultrassom transvaginal com contagem de folículos antrais e a histerossalpingografia, que avalia as trompas. Exames de tireoide e prolactina completam a primeira rodada. Com esses resultados, o especialista já consegue definir o caminho.
Sim. A partir dos 35 anos, o prazo de espera cai para 6 meses, porque a quantidade e a qualidade dos óvulos diminuem mais rápido nessa faixa. Esperar completar um ano, como se orienta para quem tem menos de 35, custa meses que fazem diferença no resultado dos tratamentos. Marque a avaliação agora.
Não. A partir dos 40 anos, a orientação é procurar o especialista assim que decidir engravidar, mesmo antes de começar a tentar. A reserva ovariana cai de forma acentuada nessa idade, e cada mês de espera reduz as opções. A avaliação inicial leva poucos dias e define se vale tentar naturalmente, com indução ou com FIV.
Sim, desde o começo. O fator masculino participa de cerca de metade dos casos de infertilidade do casal, sozinho ou combinado com um fator feminino. O espermograma é simples, rápido e mostra quantidade, movimento e forma dos espermatozoides. Investigar só a mulher atrasa o diagnóstico e pode levar a tratamentos desnecessários.
Consultas com ginecologista e urologista e a maioria dos exames de investigação, como espermograma, ultrassom, dosagens hormonais e histerossalpingografia, costumam ter cobertura pelo plano, conforme o rol da ANS. O que o plano não é obrigado a cobrir é a fertilização in vitro, conforme o Tema 1.067 do STJ. Consulte o seu contrato.
O valor da consulta muda de médico para médico e de cidade para cidade. Boa parte dos convênios cobre a consulta com ginecologista ou urologista, e muitos especialistas atendem por plano nessa etapa. Os exames iniciais também costumam ter cobertura. A triagem gratuita da Nidavitae mostra a estimativa de custo antes de você marcar.
A Nidavitae conecta você a um especialista parceiro em reprodução humana na sua região, com estimativa de custo e parcelamento antes da consulta. Na triagem gratuita, você informa nome, WhatsApp, idade e cidade em cerca de um minuto e recebe a indicação. Marcar a consulta é opcional e a triagem não tem custo.
Os próximos guias para quem já sabe que precisa investigar: as duas causas mais comuns em mulheres e o exame que mostra as trompas.

Cirurgia ou FIV, por estágio e por idade.
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Saber se a histerossalpingografia dóiQuando terminar de ler, a triagem gratuita indica um especialista parceiro para o seu caso, com estimativa de custo e parcelamento.