
Histerossalpingografia dói? O que esperar do exame
Preparo, o que se sente e como reduzir o desconforto.
Saber se a histerossalpingografia dóiTer síndrome dos ovários policísticos e não conseguir engravidar é frustrante, mas é também um dos cenários de infertilidade com mais caminhos de tratamento. Este guia da Nidavitae mostra a escada de tratamento para engravidar com SOP: o que fazer primeiro, quando subir de degrau e quando a FIV passa a ser a indicação.

Resposta rápida
Sim, quem tem SOP pode engravidar, e a maioria engravida com tratamento. A escada começa com perda de 5% a 10% do peso em quem está acima dele, sobe para a indução da ovulação com letrozol, primeira linha nas diretrizes internacionais, com relação programada ou inseminação, e chega à FIV quando a indução falha, há outro fator no casal ou a mulher tem 35 anos ou mais. A metformina entra em casos selecionados, com resistência à insulina.
A síndrome dos ovários policísticos (SOP) é uma alteração hormonal em que os ovários produzem hormônios masculinos em excesso e os folículos crescem até certo ponto, mas não amadurecem nem liberam o óvulo. Sem ovulação regular, não há óvulo disponível todo mês, e a chance de gravidez cai. É a causa mais comum de infertilidade por falta de ovulação e atinge, segundo a OMS, cerca de 8% a 13% das mulheres em idade reprodutiva.
O diagnóstico segue os critérios de Rotterdam: são necessários dois de três sinais. O primeiro é a ovulação irregular ou ausente, que aparece como ciclos longos, que atrasam semanas ou somem por meses. O segundo é o excesso de hormônios masculinos, visível em acne, pelos no rosto e no corpo ou em exame de sangue. O terceiro é o aspecto policístico dos ovários no ultrassom, com muitos folículos pequenos.
Ovários policísticos no ultrassom, sozinhos, não são SOP. Muitas mulheres jovens têm esse aspecto e ovulam normalmente. Por outro lado, mulher com ciclos irregulares e acne pode ter SOP com ultrassom normal. O especialista também afasta causas parecidas, como alteração de tireoide, prolactina alta e hiperplasia adrenal, antes de fechar o diagnóstico.
A SOP é a causa de infertilidade que mais responde ao tratamento certo.
Se você tem SOP e está tentando engravidar, o prazo de esperar 12 meses não vale para você. Ciclo irregular é um dos sinais que indicam procurar o especialista desde o primeiro mês de tentativa, como explica o guia sobre quando procurar um médico.
O tratamento da infertilidade por SOP é uma escada, e a regra é começar no degrau mais simples que tem chance real para o seu caso. Subir cedo demais gasta dinheiro; ficar tempo demais em um degrau gasta idade. A tabela abaixo resume os quatro degraus, quem se beneficia de cada um e quando é hora de subir.
| Degrau | Para quem | Como funciona | Quando subir |
|---|---|---|---|
| 1. Estilo de vida | Mulheres com sobrepeso ou obesidade, em qualquer idade | Perder 5% a 10% do peso com alimentação e exercício, com ou sem metformina, restaura a ovulação em boa parte dos casos | Depois de 3 a 6 meses sem ciclos regulares, ou de imediato se a mulher tem 35 anos ou mais |
| 2. Indução da ovulação | Trompas abertas e sêmen normal | Letrozol (primeira linha) ou clomifeno por 5 dias, ultrassom para acompanhar o folículo e relação programada | Depois de 3 a 6 ciclos com ovulação sem gravidez, ou se não ovular na dose máxima |
| 3. Inseminação intrauterina | Indução que ovula mas não engravida; sêmen levemente alterado | Indução com comprimido ou injeção e sêmen preparado colocado dentro do útero no dia da ovulação | Depois de 3 a 4 ciclos sem gravidez |
| 4. FIV | Indução que falhou, outro fator no casal, 35 anos ou mais, muitos folículos na indução | Estimulação com protocolo de baixo risco, coleta, fecundação e transferência de um embrião, muitas vezes em ciclo congelado | É o último degrau; a variável passa a ser o número de tentativas |
A escada não é obrigatória para todo mundo. Mulher com SOP e trompa obstruída, ou cujo parceiro tem sêmen muito alterado, começa no degrau 4 sem passar pelos outros. A ordem vale para quem tem SOP como fator isolado, e é o especialista quem define o degrau inicial com os exames do casal na mão.
Funciona, e mais do que a maioria espera. Na SOP, o excesso de peso piora a resistência à insulina, que por sua vez aumenta a produção de hormônios masculinos e trava a ovulação. Quebrar esse ciclo com uma perda de 5% a 10% do peso corporal já restaura ciclos ovulatórios em parte importante das mulheres, segundo a diretriz internacional de SOP. Para quem pesa 80 kg, isso significa perder de 4 a 8 kg; chegar ao peso ideal não é a meta.
A perda de peso também melhora a resposta aos indutores de ovulação, reduz o risco de hiperestimulação na FIV e diminui as complicações da gravidez, como diabetes gestacional e pressão alta. Por isso, mesmo quem vai direto para a indução ou para a FIV se beneficia de começar o processo antes.
A metformina, remédio usado para diabetes, entra aqui em casos selecionados: mulheres com resistência à insulina comprovada, com sobrepeso ou com intolerância à glicose. Ela ajuda a regularizar os ciclos e a perder peso, mas sozinha é menos eficaz que o letrozol para gerar gravidez. Não é remédio de fertilidade para toda mulher com SOP.
O limite do degrau 1 é o tempo. Aos 28 anos, seis meses de mudança de estilo de vida antes de induzir custam pouco. Aos 36, o especialista costuma iniciar a perda de peso e a indução ao mesmo tempo, porque a reserva ovariana não espera.
A indução da ovulação é o degrau em que a maioria das mulheres com SOP engravida. O objetivo é fazer um folículo, ou no máximo dois, amadurecer e liberar o óvulo, e programar a relação ou a inseminação para esse dia. O tratamento é por comprimido, tomado por cinco dias no início do ciclo, com dois ou três ultrassons para acompanhar o crescimento do folículo.
O letrozol é a primeira escolha para SOP nas diretrizes da ASRM e na diretriz internacional de SOP. Ele bloqueia a produção de estrogênio por alguns dias, o que faz o corpo liberar mais FSH e estimula o folículo. Comparado ao citrato de clomifeno, resulta em mais ovulações, mais nascidos vivos e menos gravidez de gêmeos, com endométrio menos afetado. O clomifeno segue como alternativa válida.
Ultrassom no segundo ou terceiro dia da menstruação, espontânea ou induzida por progesterona, para confirmar que os ovários estão em repouso.
Dia 2 a 3Letrozol ou clomifeno por cinco dias, na dose definida pelo especialista. Se não houver resposta, a dose sobe no ciclo seguinte.
Dia 3 a 7Ultrassons a partir do dia 10 mostram quantos folículos cresceram. Com um ou dois, o ciclo segue; com três ou mais, pode ser cancelado pelo risco de múltiplos.
Dia 10 a 14Injeção de hCG dispara a ovulação, e a relação ou a inseminação é marcada para 24 a 36 horas depois. Teste de gravidez em duas semanas.
Dia 14 a 16Com ovulação confirmada, a chance por ciclo se aproxima da de um casal sem problema de ovulação na mesma idade. Por isso o limite é de três a seis ciclos ovulatórios: se a ovulação acontece e a gravidez não vem, o problema não é mais só a SOP, e é hora de subir o degrau em vez de repetir.
Tem SOP e ciclos irregulares?Um especialista parceiro da Nidavitae define o degrau certo para a sua idade e o seu caso, com estimativa de custo antes da consulta.
Encontrar um especialista em induçãoA inseminação intrauterina adiciona um passo à indução: o sêmen do parceiro é preparado no laboratório e colocado dentro do útero no dia da ovulação. Ela faz sentido quando a indução ovula mas não engravida, quando o sêmen tem alteração leve ou quando o casal tem dificuldade com a relação programada. Exige trompas abertas, o que a histerossalpingografia confirma antes de começar.
A FIV é o degrau final e entra em quatro situações: indução e inseminação sem gravidez depois dos ciclos previstos; outro fator no casal, como trompa obstruída, endometriose ou sêmen muito alterado; mulher com 35 anos ou mais, para quem cada degrau custa tempo que a reserva ovariana não devolve; e resposta exagerada à indução, com muitos folículos e cancelamento repetido de ciclos.
Na SOP, a FIV tem uma característica própria: os ovários respondem com muitos folículos de uma vez, o que rende muitos óvulos, mas aumenta o risco da síndrome de hiperestimulação ovariana, com acúmulo de líquido no abdome e, nos casos graves, internação. O especialista previne isso com doses menores de hormônio, protocolo com antagonista, gatilho da ovulação com agonista de GnRH em vez de hCG, metformina durante a estimulação e congelamento de todos os embriões para transferir em um ciclo posterior. Com essas medidas, a forma grave ficou rara.
Exemplo ilustrativo. Juliana, 29 anos, tem SOP, está com sobrepeso e menstrua a cada dois ou três meses. O especialista pediu histerossalpingografia e o espermograma do marido, ambos normais, e iniciou a perda de peso junto com o letrozol. No terceiro ciclo com ovulação confirmada, ela engravidou com relação programada, sem passar pela inseminação. Se tivesse 37 anos, o mesmo especialista teria proposto o letrozol desde o primeiro mês e um limite menor de ciclos antes da FIV.
Quatro pontos que raramente aparecem nos conteúdos sobre SOP e gravidez e que mudam a decisão na prática.
Quem entende esses quatro pontos não perde anos em anticoncepcional achando que está tratando, não repete indução sem ultrassom e chega à FIV, se precisar, sabendo o que perguntar sobre o protocolo.
A maior parte do tempo perdido na SOP vem de decisões que parecem tratamento e não são. Estes são os erros mais comuns, e todos têm correção simples.
Para evitar os cinco, comece pelo especialista em reprodução humana, com o casal investigado, e siga a escada com limite de ciclos em cada degrau.
O custo sobe com o degrau. Consultas, exames hormonais, ultrassom e o tratamento da SOP como doença costumam ter cobertura do plano de saúde. A indução da ovulação com comprimido é o degrau de tratamento mais acessível: o valor muda de médico para médico e é composto pela consulta, pelos ultrassons de monitoramento e pela medicação, que a paciente costuma pagar.
A inseminação soma o preparo do sêmen no laboratório e, em alguns casos, medicação injetável. A FIV é o degrau que pesa: medicação de estimulação, coleta, laboratório de embriologia, congelamento e transferência. O plano não é obrigado a cobrir a FIV, conforme o Tema 1.067 do STJ, e as formas mais usadas são parcelamento na clínica, financiamento e consórcio. O hub de custos dos tratamentos detalha o que compõe cada orçamento e o de formas de pagamento compara as opções.
A Nidavitae mostra a estimativa de custo e o parcelamento do especialista parceiro antes da consulta, para cada degrau. Saber esse número cedo evita ficar meses no degrau errado por medo do próximo.
Na SOP, o tratamento que mais funciona é o mais simples feito do jeito certo: letrozol com ultrassom, limite de ciclos e o casal investigado antes. O que eu vejo falhar é a indução repetida no escuro por dois anos.
Se você tem SOP, ou suspeita que tem, e quer engravidar, são cinco passos, nesta ordem. Eles valem para quem nunca tentou e para quem já fez indução sem resultado.
Se você já teve perdas gestacionais, o guia aborto de repetição: causas e exames complementa este, porque a SOP com resistência à insulina aparece entre os fatores investigados.
A triagem gratuita da Nidavitae faz o passo quatro em cerca de um minuto: você informa nome, WhatsApp, idade e cidade e recebe a indicação de um especialista parceiro na sua região, com estimativa de custo e parcelamento. Marcar a consulta é opcional.
Descubra o seu degrau para engravidar com SOPTriagem gratuita com especialista em reprodução humana na sua região.
Fazer minha triagem gratuitaSim. A síndrome dos ovários policísticos é a causa mais comum de falta de ovulação, mas é também uma das causas de infertilidade com melhor resposta ao tratamento. A maioria das mulheres com SOP engravida com mudança de estilo de vida, indução da ovulação ou, em casos selecionados, inseminação ou FIV. O caminho depende da idade, do peso e dos exames do casal.
O diagnóstico segue os critérios de Rotterdam: são necessários dois de três sinais, que são ciclos irregulares ou ausentes, sinais de excesso de hormônios masculinos (acne, pelos, exames alterados) e ovários com aspecto policístico no ultrassom. Ter só ovários policísticos no ultrassom não é SOP. O especialista também afasta outras causas, como problemas de tireoide e prolactina alta.
Para quem está acima do peso, a primeira medida é perder de 5% a 10% do peso, o que restaura a ovulação em boa parte dos casos. Em seguida, a indução da ovulação com letrozol é a primeira linha recomendada pelas diretrizes internacionais, com relação programada ou inseminação. O clomifeno é a alternativa. A FIV entra quando a indução falha ou há outro fator.
O letrozol é hoje a primeira escolha para induzir a ovulação na SOP, segundo a diretriz internacional de SOP e a ASRM, porque resulta em mais nascidos vivos e menos gravidez múltipla que o citrato de clomifeno. O clomifeno continua sendo uma opção válida quando o letrozol não está disponível ou não é tolerado. A escolha e a dose são do especialista.
Em casos selecionados. A metformina melhora a resistência à insulina e pode regularizar os ciclos em mulheres com SOP e alteração metabólica, principalmente com sobrepeso. Sozinha, é menos eficaz que o letrozol para gerar gravidez. Ela pode ser associada à indução em quem tem resistência à insulina e é usada na FIV para reduzir o risco de hiperestimulação ovariana.
Em geral, de três a seis ciclos de indução com ovulação confirmada. Se a ovulação acontece e a gravidez não vem nesse período, insistir tem pouco ganho e o especialista sobe um degrau, para inseminação ou FIV. Se não há ovulação mesmo com a dose máxima, a mudança acontece antes. A idade da mulher encurta esse número de tentativas.
A FIV é indicada quando a indução falhou depois de vários ciclos, quando há outro fator junto, como trompa obstruída, endometriose ou sêmen alterado, quando a mulher tem 35 anos ou mais e o tempo pesa, ou quando houve muitos folículos na indução e o risco de gravidez múltipla ficou alto. Na SOP, a FIV costuma render muitos óvulos e exige protocolo cuidadoso.
O principal risco é a síndrome de hiperestimulação ovariana, porque os ovários com SOP respondem com muitos folículos de uma vez. O especialista reduz esse risco com doses menores de hormônio, protocolo com antagonista, gatilho com agonista de GnRH e congelamento de todos os embriões para transferir depois. Com essas medidas, a hiperestimulação grave ficou rara.
Consultas, exames hormonais, ultrassom e o tratamento dos sintomas da SOP têm cobertura. A indução da ovulação com acompanhamento por ultrassom pode ter cobertura parcial, conforme o contrato, e a medicação costuma ser paga pela paciente. A FIV não é de cobertura obrigatória, conforme o Tema 1.067 do STJ. O valor muda de médico para médico.
A Nidavitae conecta você a um especialista parceiro em reprodução humana que confirma o diagnóstico, avalia o casal e indica o degrau certo da escada: estilo de vida, indução, inseminação ou FIV. Na triagem gratuita, você informa nome, WhatsApp, idade e cidade e recebe a indicação com estimativa de custo e parcelamento antes da consulta. Marcar é opcional.
Os próximos guias para quem está na escada de tratamento: o exame das trompas antes de induzir, a investigação das perdas gestacionais e a outra causa comum de infertilidade feminina.

Preparo, o que se sente e como reduzir o desconforto.
Saber se a histerossalpingografia dói
Quando investigar e quais exames pedir depois de duas perdas.
Entender as causas do aborto de repetição
Cirurgia ou FIV, por estágio e por idade.
Entender endometriose e gravidezQuando terminar de ler, a triagem gratuita indica um especialista parceiro para o seu caso, com estimativa de custo e parcelamento.