Infertilidade e exames: guias de reprodução assistida

Esta categoria é para quem está tentando há mais de um ano e nada acontece, para quem recebeu um laudo que não entendeu e para quem já perdeu uma gestação. Comece pela página de diagnóstico de infertilidade com especialistas parceiros e use os guias abaixo para chegar à consulta com os exames certos.

O que está acontecendo com você?

Três situações que trazem a maioria dos casais ao consultório. Escolha a sua e leia os guias que explicam o que investigar.

Se a sua situação não aparece aqui, a triagem gratuita com especialista leva cerca de um minuto e indica o caminho para o seu caso.

Todos os guias sobre infertilidade e exames

Quinze guias que traduzem laudos, causas e decisões na linguagem de quem está tentando engravidar.

Cada mês sem investigar é um mês a menos de chance, sobretudo depois dos 35. Veja como funciona o diagnóstico de infertilidade com especialistas parceiros e faça a triagem gratuita para encontrar um especialista na sua cidade e chegar à consulta com os exames certos.

Perguntas frequentes sobre infertilidade e exames

Estamos tentando há um ano e nada. Quando procurar um médico?

Até os 34 anos, procure um especialista depois de 12 meses de tentativas sem gravidez. Entre 35 e 39 anos, depois de 6 meses. A partir dos 40, procure agora, sem esperar. Ciclos irregulares, endometriose diagnosticada, cirurgia pélvica ou vasectomia prévia do parceiro são motivos para adiantar a consulta em qualquer idade.

Quais são as principais causas de infertilidade?

As causas se dividem em partes parecidas: fator feminino, fator masculino, os dois juntos e uma parcela sem causa identificada. Do lado feminino, as mais comuns são alteração da ovulação, endometriose, obstrução das trompas e baixa reserva ovariana. Do lado masculino, alteração na quantidade, mobilidade ou forma dos espermatozoides, muitas vezes ligada à varicocele.

Quais exames de fertilidade a mulher precisa fazer?

A investigação básica inclui dosagens hormonais no início do ciclo, o AMH para estimar a reserva ovariana, ultrassom transvaginal com contagem de folículos e a histerossalpingografia para avaliar as trompas. Conforme o histórico, entram sorologias, cariótipo e exames para trombofilias. O especialista pede tudo em uma consulta para não perder ciclos.

O que é AMH e o que ele diz sobre a minha fertilidade?

O AMH, hormônio antimülleriano, estima quantos óvulos ainda existem nos ovários. Ele indica quantidade, não qualidade, e serve para prever a resposta à estimulação na FIV e no congelamento. Com AMH baixo, engravidar naturalmente continua possível; o que encurta é o tempo para decidir. O valor esperado cai com a idade.

Baixa reserva ovariana: ainda dá para engravidar?

Sim, mas o plano muda com a idade. Antes dos 35 anos, com reserva baixa e trompas abertas, ainda há espaço para tentar naturalmente por poucos meses ou congelar óvulos. Depois dos 38, a FIV costuma ser indicada de imediato. Quando a resposta à estimulação é muito baixa, a ovodoação entra na conversa. Quem decide é o especialista, com o AMH em mãos.

Como ler o espermograma?

O espermograma avalia volume, concentração, motilidade e morfologia dos espermatozoides, comparados aos valores de referência da OMS. Uma alteração isolada não define infertilidade: o exame varia e costuma ser repetido depois de alguns meses. Alterações leves podem ser tratadas com inseminação; alterações graves ou azoospermia levam à ICSI, às vezes com coleta cirúrgica.

A histerossalpingografia dói?

A histerossalpingografia causa cólica, parecida com a menstrual, no momento em que o contraste passa pelas trompas, e dura poucos minutos. A maioria das mulheres descreve desconforto, não dor forte. Um analgésico uma hora antes reduz o incômodo. O exame importa porque mostra se as trompas estão abertas, o que define entre inseminação e FIV.

Tenho SOP. Como engravidar?

Na síndrome dos ovários policísticos, o primeiro degrau costuma ser a indução da ovulação com comprimidos e relação programada. Se não funcionar, a inseminação artificial. Quando os dois falham, ou se há outro fator associado, a FIV. Perda de peso, quando indicada, melhora a resposta em qualquer degrau. O especialista sobe a escada conforme a idade.

Por que tive dois abortos seguidos? Preciso investigar?

Sim. Duas ou mais perdas gestacionais definem aborto de repetição e pedem investigação: cariótipo do casal, avaliação do útero, exames para trombofilias e doenças autoimunes, e dosagens hormonais. A causa mais comum é cromossômica, e por isso o PGT-A dos embriões entra na conversa quando a FIV é o caminho. Metade dos casos fica sem causa definida.

Reverter a vasectomia ou a laqueadura, ou ir direto para a FIV?

A resposta depende da idade da mulher. Antes dos 35 anos, com reversão viável e tempo para tentar, a cirurgia pode compensar. Depois dos 38, cada ano de espera reduz a chance, e a FIV com ICSI costuma ser mais rápida e previsível. O tempo desde a cirurgia e a técnica usada também pesam. A conta é feita com o urologista e o especialista em reprodução.

Já passou do tempo de investigar?

A triagem gratuita cruza idade e tempo de tentativa, indica o especialista parceiro mais próximo e mostra o custo da investigação antes da consulta.

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